Por falta de provas, justiça rejeita ação de Lulinha contra o jornalista Lauro Jardim

Redação Portal IMPRENSA | 28/04/2016 17:00
A justiça do Rio de Janeiro rejeitou uma queixa contra o jornalista Lauro Jardim, colunista do jornal O Globo, por calúnia, injúria e difamação. A denúncia foi feita pelo empresário Fabio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do ex-presidente Lula.

Crédito:Divulgação
Para justiça, não há provas de que o jornalista difamou Lulinha (esq.)

Segundo o jornal Extra, a 19ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de janeiro (TJ-RJ) decidiu que não existe um conjunto mínimo de provas necessários para a instauração da ação penal.

Lulinha havia prestado queixa após o jornalista escrever em sua coluna que o lobista Fernando Baiano afirmou, em delação premiada, ter pago R$ 2 milhões em despesas do filho de Lula.

O TJ-RJ concluiu que, como o jornal corrigiu a informação também em matéria de primeira página, não encontrou no trabalho jornalístico “indícios de dolo exigidos pelos crimes de difamação e injúria”.
 
A decisão ainda ressalta que “como em todas as profissões, erros podem ocorrer, e, uma vez constatados, devem ser corrigidos. Exigir perfeição da imprensa significa inviabilizar o exercício dessa importante atividade, um dos pilares da democracia”.

Em 2015, o ex-presidente havia prestado queixa contra jornalistas do jornal O Globo em decorrência de uma reportagem que mostrava um repasse de R$ 3,7 milhões de uma empresa do doleiro Alberto Youssef para a OAS, construtora responsável pela reforma do tríplex no Guarujá.

Como a operação Lava Jato investiga se Lula se beneficiou desse dinheiro através das reformas em seu suposto apartamento, a justiça do Rio concluiu que os jornalistas não praticaram qualquer gesto ilícito em razão do interesse público no caso.


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