Juiz nega pedido de indenização movido por jornalista contra Joaquim Barbosa

Redação Portal IMPRENSA | 26/11/2015 17:00
O juiz João Luís Zorzo, da 15ª Vara Cível de Brasília, negou o pedido de indenização por dano moral movido pelo jornalista Felipe Recondo contra o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa, que em 2013 mandou o repórter "chafurdar no lixo" na saída de uma sessão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). 

Crédito:Reprodução/Twitter
Para justiça, juiz mandar jornalista "chafurdar no lixo" não gera dano moral

De acordo com o Consultor Jurídico, o magistrado considerou que, apesar de descortês, o ex-presidente não teria ofendido a honra, a imagem ou a dignidade do jornalista. O juiz ainda levou em consideração o pedido de desculpas públicas feita por Barbosa como "suficiente para a resolução da situação". 

"Entendo, que, apesar de descortês, não seja o caso de enquadrá-la como conduta ilícita, capaz, por si só, de afrontar a honra, a imagem e a dignidade do autor, havendo, pois, de se considerar o contexto em que se concretizou o fato (ambiente de resolução de conflito de alto interesse da nação) e a qualidade das pessoas envolvidas, que, em virtude das funções por elas exercidas, submetem-se, diuturna e naturalmente, a maiores ou menores percalços, intolerância e hostilidade como múnus da profissão", declarou. 

Além de desconsiderar que ex-presidente tenha ferido a honra do jornalista, Zorzo ainda pontuou que "intolerância e hostilidade" são questões que fazem parte da carreira do profissional de imprensa. "As profissões de magistrado e de jornalista exigem das pessoas que as exercem postura com nível de tolerância acima do padrão médio, por lidarem com situações de conflito, extremas, próprias da profissão, o que os tornam mais resistentes a descortesias", explicou. 


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