Criador do Dilma Bolada e jornalistas devem depor na CPI de crimes cibernéticos

Redação Portal IMPRENSA | 02/09/2015 10:00
A CPI da Câmara dos Deputados, criada para investigar crimes cibernéticos, aprovou na última terça-feira (1/9) convites para ouvir o criador do perfil Dilma Bolada, Jeferson Monteiro, e organizadores de movimentos de rua que pedem a saída da presidente Dilma Rousseff (PT).

Crédito:Divulgação
Publicitário e jornalistas estão entre os convocados da CPI de crimes cibernéticos

Segundo a Folha de S.Paulo, criada para apurar crimes como fraudes contra correntistas de bancos, a Comissão se tornou um espaço de disputa política entre governo e oposição. Ambos se acusam de financiar exércitos na internet para atacar adversários.

Em acordo, os membros da CPI resolveram aprovar convites, porém, se houver recusa de comparecimento, o órgão pode decidir sobre a convocação. O perfil Dilma Bolada, favorável a Dilma, foi alvo de requerimento da oposição, enquanto o PSOL, aliado ao PT, acatou o convite a líderes do Movimento Brasil Livre (MBL) e do Revoltados Online, de oposição.

"O PSDB quer partidarizar a comissão, reproduzindo essa polarização medonha com o PT, como se tudo não passasse de uma disputa entre 'coxinhas' e 'petralhas'. Qual é o crime cibernético que a 'Dilma Bolada' cometeu?", questionou o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), autor do requerimento de convite aos líderes do MBL e do Revoltados Online.

"Eles não podem acusar a oposição de partidarizar. O governo fez vários requerimentos com clara conotação política", reforçou o deputado Daniel Coelho (PSDB-PE), sub-relator de crimes contra a honra.

A Comissão acatou ainda o convite para ouvir a jornalista Maria Júlia Coutinho, a Maju, da TV Globo, que foi alvo de ofensas racistas na internet. Os requerimentos para ouvir os jornalistas Carlos Alberto Sardenberg e Miriam Leitão também foram aprovados. Eles tiveram os perfis alterados na enciclopédia virtual Wikipédia. 

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