Editor de "Época" faz texto sobre sexualidade de Dilma e tira do ar após repercussão

Redação Portal IMPRENSA | 22/08/2015 10:00

Na última quinta-feira (20/8), o jornalista e um dos editores de Época, João Luiz Vieira, causou polêmica ao publicar um texto no site da revista com revelações sobre a sexualidade da presidente Dilma Rousseff. A repercussão negativa fez com que o autor apagasse a publicação.


Crédito:Reprodução
Repercussão negativa fez jornalista tirar o texto sobre sexualidade de Dilma do ar

O artigo entitulado "Dilma e o sexo" o jornalista atribui os recentes problemas do país à "falta de erotismo" da presidente, mas defende, usando uma frase de Oscar Wilde, citada na série "House of Cards", que  "sexo tem a ver com poder".


"A presidente da nação não entendeu o principal recado de boa parte dos manifestantes que foram às ruas no domingo, 16 de agosto: eles querem que ela expresse uma sexualidade, uma comunicação corporal que crie empatia, proponha, acrescente, acolha", diz um trecho.


Em outra parte do texto, Vieira comenta que Dilma foi casada duas vezes – com Cláudio Galeno Linhares e Carlos Franklin Paixão de Araújo – e que "sexistas e misóginos têm produzido uma série de adesivos que extinguem sua expressão feminina". Porém, o jornalista diz que apesar disso, é "bem provável que sua sexualidade tenha sido subtraída há pelo menos uma década, como que provando exatamente o contrário: poder e sexo precisando se aniquilar".


Para o editor de Época, a presidente é de uma geração de mulheres anti-Jane Fonda, que "acrediam que a sexualidade termina antes menos dos 60 anos" e que criou um personagem para lidar com a rudeza de seu ofício, usando " conjunto blazer com mangas três quartos, todos com cortes idênticos, calça sempre de acodo com o tom da escolha para cobrir o tronco, e sapatos sempre baixos, sem cadarços, e jóias semi-invisíveis".


Por fim, o autor do artigo afirma que Dilma erra por não se erotizar e diz que "O Brasil, país mundialmente conhecido pela desmedida importância ao erotismo, quer menos preliminares e mais gozo".


A repercussão negativa fez com que João Luiz Vieira apagasse o post no site da Época, que pode ser lido no link. A presidência da República não comentou o texto.


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