Repórter fotográfica fala sobre o preconceito de gênero no jornalismo

Danubia Paraizo | 12/03/2014 17:10
Annaclarice Almeida começou sua carreira em uma das editorias mais masculinas do jornalismo: a área de polícia. Há quase 20 anos, em Pernambuco, o cenário não era dos mais animadores para mulheres que faziam esse tipo de cobertura, mas a repórter fotográfica não quis dar o braço a torcer. E não deu. 

Crédito:Alf Ribeiro
Annaclarice Almeida venceu na categoria "repórter fotográfica"
“Comecei no jornalismo em 1998, pela Folha de Pernambuco. Vivia muito em delegacia e demorou um tempo até conquistar o respeito dos colegas. Acabei enfrentando preconceito por ser mulher, mas consegui vencê-lo. O Nordeste, assim como todo o Brasil, já foi muito mais machista, mas está melhorando”, contou a jornalista durante a entrega do Troféu Mulher IMPRENSA, na última terça-feira (11/03).

Vencedora da categoria repórter fotográfica, Annaclarice dedicou o prêmio “a todas as mulheres de garra, que independentemente de sol, de chuva, continuam em busca de contar histórias com emoção”. Dentre elas, a jornalista enumera uma série de reportagens intitulada “Vidas à Espera”, que fez em parceria com Adriana Reis. “Era um especial sobre adoção de crianças negras e como elas demoram mais para serem adotadas, isso quando não eram devolvidas, o que é um absurdo. Essa série me marcou muito”, finalizou.