Governo cria grupo de trabalho para analisar segurança de jornalistas em manifestações

Redação Portal IMPRENSA | 07/03/2014 12:00
O governo criou um grupo de trabalho para determinar procedimentos padrões de segurança na cobertura jornalística de protestos. A prévia do estudo estará numa cartilha que o Ministério da Justiça prepara para distribuição em todo país e nas aulas de um curso piloto ofertado pela Academia da Força Nacional, em Brasília (DF). A forma de escolha dos jornalistas que devem participar do treinamento ainda está sendo analisada.

Crédito:Agência Brasil
Para a secretária Nacional de Segurança Pública, a intenção é proteger o exercício do jornalismo

De acordo com O Estado de S. Paulo, o Diário Oficial da União publicou na última quinta-feira (6/3) portaria da Secretaria Nacional de Segurança Pública que determina que o grupo de trabalho terá 90 dias para conclusão de suas atividades, data que pode ser prorrogada pelo mesmo período. A decisão de criar o grupo e a cartilha foi tomada pelo governo após a morte do cinegrafista Santiago Andrade, da Band.

A secretária Nacional de Segurança Pública, Regina Miki, explicou que a intenção é proteger o exercício do jornalismo. "A segurança é um bem garantido pela Constituição para todos. O que estamos buscando é garantir que os profissionais da área desempenhem sua função de maneira adequada", afirmou. 

Regina mencionou procedimentos que devem ser discutidos pelo grupo como a identificação dos profissionais, a definição de locais de segurança e a proteção por parte da polícia nas travessias de áreas de risco e condições para o uso de coletes à prova de bala e capacetes. 

A instalação do grupo foi definida num do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, com empresários de comunicação. Durante o evento, representantes da Associação Nacional de Jornais (ANJ) e da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) ressaltaram que o maior problema nos atos era a falta de treinamento da polícia.

O grupo será gerenciado por Heloísa Helena Kuser, do Departamento da Força Nacional de Segurança Pública, e será integrado ainda por outros representantes do Ministério da Justiça, além de um grupo um indicado pela Secretaria Nacional de Justiça, três de entidades sindicais de jornalistas e outras três empresas de comunicação.

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