Washington Post readmite repórter suspensa por tuíte sobre Kobe Bryant

Depois que mais de 300 funcionários manifestaram apoio a Felicia Sonmez, o The Washington Post cedeu e permitiu que a jornalista voltasse aotrabalho.

Atualizado em 29/01/2020 às 09:01, por Redação Portal IMPRENSA.

portalimprensa.com.br/content_file_storage/2020/01/29/kobe%201.png"> A repórter havia sido suspensa por um tuíte sobre o caso de agressão sexual de Kobe Bryant horas seguintes à sua morte.
Em comunicado, a editora-geral, Tracy Grant, ressaltou que não houve violação aos códigos de conduta de seus funcionários em redes sociais. Segundo ela, os tuítes foram “inoportunos”, mas acrescentou: “nós sempre pedimos moderação, o que é particularmente importante quando há mortes trágicas. Lamentamos ter falado publicamente sobre um assunto pessoal.”
Em resposta à reintegração, Felicia divulgou uma declaração no Twitter pedindo que o editor-executivo Marty Baron discuta publicamente como o assunto foi tratado.
A suspensão da jornalista provocou indignação entre os funcionários do Post. O sindicato que representa os profissionais enviou uma carta, assinada por mais de 300 funcionários, a Grant e a Baron.

“Um colega valioso está sendo censurado por fazer uma declaração de fato”, dizia a carta.
Minutos depois da morte de Kobe, Felicia postou um link para um artigo de 2016 do site Daily Beast sobre as alegações de agressão sexual feitas contra o jogador em 2003.
Em outros dois tuítes, Felicia descreve que recebeu ameaças de morte e estupro por causa de seu primeiro tuítes. Seu endereço foi compartilhado publicamente, e ela foi forçada a fazer check-in em um hotel pelo qual o The Post pagou.