Warner estuda disponibilizar todo seu catálogo de músicas na Internet
Warner estuda disponibilizar todo seu catálogo de músicas na Internet
O grupo Warner Music está desenvolvendo um modelo de distribuição digital que permitirá o acesso a todo o seu catálogo de músicas por apenas US$ 5 por mês. O projeto é de Jim Griffin, uma das vozes mais críticas face às atuais políticas da indústria musical.
Griffin revelou que a vontade da Warner é associar uma pequena mensalidade à conta da Internet de cada usuário, garantindo download, upload, cópia e partilha dos arquivos. As receitas geradas podem chegar aos 20 bilhões de dólares, quantia que seria distribuída entre os detentores de direitos de autor e edição.
No entanto, o crescimento do serviço seria progressivo, já que futuros contratos publicitários podem, a curto prazo, tornar as músicas do catálogo Warner (que conta com artistas como Madonna, Green Day, Maria Rita, R.E.M. ou Red Hot Chili Peppers) totalmente gratuitas.
De acordo com Griffin, "é tarde demais para convencer seja quem for a pagar por algo que é possível obter gratuitamente". Ele lembrou que "quando o controle de uma entidade já não existe, deve ser transformado em algo coletivo, com a partilha dos respectivos resultados".
Para ele, a música tem que ser vista como um serviço, e não como um produto. E afirma ainda que é urgente colocar um ponto final nos milhares de processos judiciais que têm sido lançados contra piratas online, sobretudo nos Estados Unidos. "Temos que parar de julgar estudantes e todos os que, a partir de casa, procuram música gratuita. Obrigatório é rentabilizar este público, utilizando, para tal, o instrumento que hoje é o mais popular."
US$ 5 é o valor dado pela Warner como exemplo, mas não será definitivo. De acordo com o grupo editorial (que compreende selos como a Atlantic, Rhino, Nonesuch ou Maverick), a mensalidade será avaliada de acordo com o mercado em questão.
Jim Griffin esclareceu que "no caso de países como a Índia ou a China, cinco dólares pode ser um preço muito elevado. Já na Europa ou na América, parece-me razoavelmente generoso." Estudos mostram que esta é uma medida para contrariar a tendência do mercado discográfico, cujo volume de negócios diminuiu, em dez anos, de 15 para dez bilhões de dólares.
Com informações do jornal Diário de Notícias
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