Voltado à AL, programa do ICFJ destina US$ 1,5 milhão a startups de jornalismo
Entidade sem fins lucrativos com sede em Washington, EUA, o Centro Internacional para Jornalistas (ICFJ, na sigla em inglês) divulgou nesta quinta-feira, 27 de janeiro, um balanço dos resultados obtidos com o Velocidad, sua iniciativa para acelerar agências de notícias independentes e startups de jornalismo na América Latina.
Atualizado em 27/01/2022 às 15:01, por
Redação Portal Imprensa.
Administrado em parceria com a SembraMedia e a Luminate, o programa já destinou quase US$ 1,5 milhão a 10 agências de notícias da região. Crédito: El Surti Focada em jornalismo visual, agência de notícias paraguaia El Surti é uma das aceleradas pelo Velocidad, do ICFJ
Uma delas é a startup de jornalismo El Surti, fundada há 5 anos no Paraguai, onde arregimentou seguidores ao produzir jornalismo visual focado em assuntos como corrupção e desinformação.
Desde que foi acelerado pelo Velocidad, o El Surti recebeu coaching de investimento e negócios, passando a comercializar seu conteúdo para redações de toda a América Latina. Com a receita gerada, a Startup expandiu sua equipe de cinco para 19 membros.
Democracias frágeis Sharon Moshavi, do ICFJ, diz que as startups latino-americanas beneficiadas pelo Velocidad ampliaram seu faturamento em mais de seis vezes o valor das doações recebidas. "Isso ajudou-as a produzir um jornalismo que fortalece democracias frágeis, responsabiliza os líderes e constrói a confiança do público."
Outra empresa jornalística da região beneficiada pelo Velocidad foi a chilena Ciper, cuja reportagem mostrando como o governo do país estava minimizando os números da covid levou à renúncia do ministro da Saúde.
Por sua vez, a El Pitazo, da Venezuela, expôs a má gestão na indústria do petróleo que resultou em uma perda de US$ 3,7 bilhões. No Brasil, a Ponte Jornalismo é beneficiada pela iniciativa.
"Reportagens como essas só são possíveis se os meios de comunicação forem financeiramente sólidos. É por isso que o Velocidad e outras iniciativas como essa são tão cruciais", finaliza Sharon.





