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Vice-premiê russo culpa Google de incitar egípcios a deporem ditador

Vice-premiê russo culpa Google de incitar egípcios a deporem ditador

O vice-premiê da Rússia, Igor Sechin, fez um comentário controverso em entrevista na terça-feira, dia 22. Ele culpou o site Google de incitar a população do Egito a se mobilizar e derrubar o ditador Hosni Mubarak.
"Olhe o que eles fizeram no Egito, aqueles executivos do Google, olha o tipo de manipulação da energia do povo aconteceu lá", disse o vice-premiê russo, ao Wall Street Journal .
O site Google e as redes sociais Facebook e Twitter permitiram à população egípcia burlar a censura aos meios de comunicação e se organizar para empreender os protestos que levaram milhares à praça Tahrir. O executivo do site, Wael Ghonim, se tornou heroi por acaso na revolta egípcia que levou à deposição de Mubarak.
A Rússia mantém a internet ainda consideravelmente livre para se fazer críticas à políticos do país, diferente do que ocorre com outros meios de comunicação, como a televisão.
Em entrevista para o Novaya Gazeta , da qual é um dos donos, o ex-presidente da União Soviética, Mikhail Gorbachev, disse estar envergonhado com a forma como o país está sendo governado e alerta para uma situação que poderia terminar com a insatisfação popular que culminou no levante egípcio. Ele criticou o Kremlin por corroer a liberdade de imprensa e de eleições que ele introduziu no país a partir do final da década de 80
"Se as coisas continuarem como estão, eu creio que a probabilidade de um cenário "egípcio" irá crescer" disse Gorbachev á uma entrevista de rádio, segundo o Wall Street Journal .
Países com grande controle de conteúdo e mídia, como a China, também tem demonstrado preocupação com a repercussão de insatisfações populares por meio da internet e mídias sociais, e vem apertando a censura na internet. O presidente chinês, Hu Jintao, pediu no sábado (19) por uma regulamentação mais dura de governos sobre a Internet.

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