Via LAI, Fiquem Sabendo obtém e divulga gastos com cartão corporativo da presidência
Agência de dados públicos especializada na Lei de Acesso à Informação (LAI), a Fiquem Sabendo divulgou na noite desta quarta-feira (11 jan/2
Atualizado em 12/01/2023 às 12:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
3) os tão aguardados gastos com o cartão corporativo da presidência da República durante o governo de Jair Bolsonaro.
As informações foram obtidas a partir de um pedido feito em 18 de dezembro. Além do valor relativo ao mandato de Bolsonaro, a agência obteve e divulgou os gastos do cartão corporativo de todos os presidentes da República desde 2003.
Na gestão Bolsonaro, ao menos R$ 27,6 milhões foram gastos com o cartão, incluindo contas de hotéis de luxo e gastos pessoais com sorvetes e cosméticos. A princípio os gastos em viagens internacionais não estão na base de dados. Os últimos gastos contabilizados ocorreram em 19 de dezembro. Eventuais gastos posteriores tampouco entraram na conta.
O número contradiz o discurso de simplicidade do ex-presidente. Em outubro do ano passado, em entrevista à Jovem Pan, Bolsonaro afirmou que em sua gestão a média de gastos no cartão corporativo estava em R$ 3 milhões e que ninguém usava o recurso para despesas pessoais. Crédito: Reprodução Bolsonaro em entrevista à Jovem Pan: ex-presidente negava uso de cartão corporativo para gastos pessoais Ao Estadão, Luiz Fernando Toledo, um dos fundadores da Fiquem Sabendo, revelou que a agência fez mais de 10 pedidos via LAI para ter acesso aos gastos do cartão corporativo da presidência durante a gestão Bolsonaro. Todos foram negados com base no inciso segundo do artigo 24 da LAI, que permite a divulgação da informação apenas depois do fim do mandato.
Despesas pessoais e com motociatas
Dos 59 tipos de despesas feitas com o cartão, os gastos com hospedagem consumiram mais recursos: pelo menos R$ 13,6 milhões. Gastos expressivos em um hotel no Guarujá (SP), em um restaurante de Boa Vista (RR), e numa padaria carioca estão chamando atenção na lista de despesas.
A gastança com as motociatas também foi revelada. Somente entre os dias 9 e 10 de julho de 2021, por exemplo, quando Bolsonaro fez motociatas na Serra Gaúcha e em Porto Alegre, foram gastos R$ 166 mil no cartão corporativo presidencial (com hospedagem, alimentação e combustível).
Somente em sorveterias teriam sido gastos R$ 8,6 mil, sendo R$ 540 em uma única compra. Já despesas com cosméticos ultrapassaram os R$ 1 mil.
As informações foram obtidas a partir de um pedido feito em 18 de dezembro. Além do valor relativo ao mandato de Bolsonaro, a agência obteve e divulgou os gastos do cartão corporativo de todos os presidentes da República desde 2003.
Na gestão Bolsonaro, ao menos R$ 27,6 milhões foram gastos com o cartão, incluindo contas de hotéis de luxo e gastos pessoais com sorvetes e cosméticos. A princípio os gastos em viagens internacionais não estão na base de dados. Os últimos gastos contabilizados ocorreram em 19 de dezembro. Eventuais gastos posteriores tampouco entraram na conta.
O número contradiz o discurso de simplicidade do ex-presidente. Em outubro do ano passado, em entrevista à Jovem Pan, Bolsonaro afirmou que em sua gestão a média de gastos no cartão corporativo estava em R$ 3 milhões e que ninguém usava o recurso para despesas pessoais. Crédito: Reprodução Bolsonaro em entrevista à Jovem Pan: ex-presidente negava uso de cartão corporativo para gastos pessoais Ao Estadão, Luiz Fernando Toledo, um dos fundadores da Fiquem Sabendo, revelou que a agência fez mais de 10 pedidos via LAI para ter acesso aos gastos do cartão corporativo da presidência durante a gestão Bolsonaro. Todos foram negados com base no inciso segundo do artigo 24 da LAI, que permite a divulgação da informação apenas depois do fim do mandato.
Despesas pessoais e com motociatas
Dos 59 tipos de despesas feitas com o cartão, os gastos com hospedagem consumiram mais recursos: pelo menos R$ 13,6 milhões. Gastos expressivos em um hotel no Guarujá (SP), em um restaurante de Boa Vista (RR), e numa padaria carioca estão chamando atenção na lista de despesas.
A gastança com as motociatas também foi revelada. Somente entre os dias 9 e 10 de julho de 2021, por exemplo, quando Bolsonaro fez motociatas na Serra Gaúcha e em Porto Alegre, foram gastos R$ 166 mil no cartão corporativo presidencial (com hospedagem, alimentação e combustível).
Somente em sorveterias teriam sido gastos R$ 8,6 mil, sendo R$ 540 em uma única compra. Já despesas com cosméticos ultrapassaram os R$ 1 mil.





