Veto à alegoria da Viradouro vira notícia na imprensa internacional
Veto à alegoria da Viradouro vira notícia na imprensa internacional
O pronunciamento da Justiça contra o carro alegórico da escola de samba carioca, Viradouro, ganhou proporções na imprensa internacional. A juíza Juliana Kalichszteins expediu uma liminar proibindo que o tema do Holocausto fosse exposto no carro da Viradouro.
Dessa forma, logo após a liminar, o diário The Jerusalem Post noticiou, em seu site na internet, a decisão da juíza brasileira. A notícia vinha acompanhada de uma grande foto da escultura dos corpos nus que deveriam compor o carro.
Já a rede de TV americana, CNN, publicou a notícia do veto ao carro alegórico antes mesmo da Viradouro se pronunciar oficialmente. Entretanto, a assessoria da escola era citada na reportagem, negando a intenção de excluir a alegoria. "Nós não vimos a liminar", afirmava a nota da CNN.
"Não haverá nenhuma pilha de corpos despidos e mutilados, e nenhum Hitler dançando, no maior Carnaval do mundo", diz matéria do Herald Review , de Illinois, nos EUA.
A rede de TV britânica, BBC, também deu destaque para a reação da Federação Israelita, depois que o grupo soube que representação de Adolf Hitler seria destaque em cima da alegoria.
Ainda assim, o governo de Israel também de pronunciou contra à exibição do carro sobre o Holocausto na Sapucaí. De acordo com o primeiro-secretário, Rafael Singer, o tema não se restringe à comunidade judaica, mas à humanidade, e o Carnaval não é a data adequada para a reflexão."Achamos importante o tema do Holocausto ser tocado em qualquer lugar, mas misturar com o Carnaval é inadequado", declarou Singer.
O grupo internacional judaico de defesa dos direitos humanos, Centro Simon Wiesenthal, declarou que o desfile da Viradouro poderia profanar a memória do Holocausto. O grupo, representado por Sérgio Widder, chegou a enviar uma carta à escola pedindo que ela desistisse da idéia de usar a alegoria.
As informações são do jornal O Dia .






