Veículos de imprensa da Austrália defendem fundador do WikiLeaks em carta-aberta
Veículos de imprensa da Austrália defendem fundador do WikiLeaks em carta-aberta
Diretores e editores de diversos jornais e emissoras de TV e rádio da Austrália divulgaram carta-aberta nesta terça-feira (14) declarando apoio ao compatriota e fundador da organização WikiLeaks, Julian Assange, o qual sofre um assédio "preocupante".
Os profissionais também criticaram a primeira-ministra do país, Julia Gillard, por esta considerar ilegal a divulgação de milhares de documentos secretos do governo dos Estados Unidos por parte do site, informa EFE.
Eles afirmam que farão oposição à qualquer iniciativa do governo de levar à Justiça o responsável pelo vazamento das informações confidenciais e destacam não haver provas de que Assange tenha violado a legislação australiana.
"Resistiremos a qualquer tentativa para ilegalizar a publicação destes ou de documentos similares. Uma ação assim teria impacto não só sobre o WikiLeaks, mas sobre qualquer meio no mundo que queira informar o público sobre as decisões que são tomadas em seu nome", diz a carta. Os jornalistas acrescentam que "é responsabilidade da imprensa divulgar esta informação se cair em nossas mãos".
A perseguição ao WikiLeaks e a coação de empresas aliadas é considerada pelos autores da carta-aberta uma "ameaça à democracia".
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