Valor da Agência EFE aumentou para 82,7 milhões de dólares em 2007

Valor da Agência EFE aumentou para 82,7 milhões de dólares em 2007

Atualizado em 03/04/2008 às 13:04, por Redação Portal IMPRENSA.

O presidente da Agência EFE, Alex Grijelmo, divulgou nesta quinta-feira (03) o valor de negócio da empresa, que passou de 1,6 milhão de euros (US$ 2,4 milhões) em 2003 para para 53,4 milhões de euros (US$ 82,7 milhões) em 2007.

A notícia é resultado de um estudo realizado pela consultoria internacional Pricewaterhouse Coopers, no Fórum da Nova Comunicação. Na conferência, Grijelmo alertou para os riscos que as novas tecnologias representam para o jornalismo, e defendeu "antídotos", na forma de auto-regulação.

Outro dado do estudo da consultoria sobre a agência diz que o valor total da empresa saiu de 14 milhões de euros (US$ 21,7 milhões) negativos em 2003 para 62 milhões de euros (US$ 96,1 milhões) positivos em 2007.

O presidente da EFE enfatizou a necessidade de abrir um debate sobre os novos conflitos profissionais e éticos que surgem com os efeitos do uso da internet. Ele considera que há sete problemas.

Quatro deles já existiam: o "aumento descomunal" no poder de difusão das mentiras, a facilidade para o plágio, a justaposição ilegítima e os retoques fotográficos. Outros três são novos: anonimato na rede, o desaparecimento do tempo e do espaço, e as informações sem jornalismo.

"A difusão da mentira circula com um poder incontrolável, com a força descomunal desse imenso acelerador de partículas que é a internet", destacou. Ele ainda disse que "hoje, mais do que nunca, devemos ficar alertas diante desse grande poder de difusão dos meios de comunicação, pelo fato de as mentiras nunca morrerem na internet; ainda é possível encontrar na rede muitas mentiras condenadas inclusive por sentenças firmes".

O plágio não é uma novidade, advertiu Grijelmo, mas ele considera que "as facilidades técnicas para cometê-lo cresceram exponencialmente. Podemos nos perguntar se a internet é uma fonte confiável. E devemos responder que não necessariamente. A internet é apenas uma fonte de informação, de dados que podemos verificar", acrescentou.

Grijelmo declarou que "a rede gerou problemas éticos específicos que não aconteciam nos jornais impressos", e denunciou os efeitos do anonimato da internet, como os "insultos mais grosseiros", que podem ser publicados livremente em alguns meios virtuais.

Entre suas advertências, também citou o desaparecimento do tempo e do espaço na internet, já que é impossível recuperar os conteúdos digitais. "Onde existe uma hemeroteca dos meios digitais?", perguntou.

Grijelmo também citou o perigo da divulgação de informações sem apuração, fenômeno que considera "preocupante". "Jornalismo é verificação, hierarquização, avaliação, contraste de fontes, capacidade de retratar a realidade e de relacioná-la com antecedentes e conseqüências. E principalmente critérios éticos", afirmou.

A resposta a todos estes riscos, disse o presidente da EFE, são as auto-regulações: "Não temos todas as soluções, mas temos todas as perguntas. E espero que as respostas sejam produtos de um debate saudável entre jornalistas e dentro de procedimentos de auto-regulação".

Com informações da EFE

Leia mais