Por Questionada pelo sociólogo Demétrio Magnoli e pelo jornalista Eugênio Bucci quanto à isonomia de seu jornalismo após matéria sobre o Governo de São Paulo, a TV Cultura liberou comunicado à imprensa para explicar as observações negativas dos dois convidados do "Jornal da Cultura" da última terça-feira (16).
A emissora de caráter público, administrada pela Fundação Padre Anchieta e mantida financeiramente pelo governo estadual, amenizou as declarações dos participantes, mas não explicou o motivo da pauta responsável pela controvérsia.
Na ocasião, Magnoli e Bucci, que compunham a bancada do telejornal apresentado por Maria Cristina Poli, questionaram ao vivo uma reportagem sobre uma proposta do governo de São Paulo para regionalizar a saúde. "O que estou dizendo é que isso parece merchandising do governo", disse Magnoli. "Eu não vi notícia aí", arrematou.
Bucci, professor de Jornalismo da Universidade de São Paulo (USP), aproveitou o embate para teorizar a respeito do deslize da emissora. "É importante nós termos claro que o protagonista de uma notícia de interesse público é cidadão afetado por alguma medida do governo. Ou uma medida real que modifica a realidade. As intenções, elas não têm esse poder", afirmou.
No comunicado, a TV Cultura não explica a motivação da pauta, tampouco seu gancho - fato que justificaria a cobertura de evento do governo com caráter meramente especulativo. Diz apenas ser a favor do pluralismo de opinião, referindo-se à repreensão de Bucci e Magnoli.
"O jornalista Eugênio Bucci e o sociólogo Demétrio Magnoli, assim como os demais comentaristas do 'JC', têm o objetivo de discutir os mais relevantes temas de interesse da população, expondo sempre suas opiniões com total liberdade", explicou.
"É exatamente isso que a TV Cultura vem buscando com seu jornalismo: o debate de ideias, a discussão de temas polêmicos, destacando pautas e temas diferenciados no que diz respeito à cidadania, conhecimento e meio ambiente", completou.
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A emissora de caráter público, administrada pela Fundação Padre Anchieta e mantida financeiramente pelo governo estadual, amenizou as declarações dos participantes, mas não explicou o motivo da pauta responsável pela controvérsia.
Na ocasião, Magnoli e Bucci, que compunham a bancada do telejornal apresentado por Maria Cristina Poli, questionaram ao vivo uma reportagem sobre uma proposta do governo de São Paulo para regionalizar a saúde. "O que estou dizendo é que isso parece merchandising do governo", disse Magnoli. "Eu não vi notícia aí", arrematou.
Bucci, professor de Jornalismo da Universidade de São Paulo (USP), aproveitou o embate para teorizar a respeito do deslize da emissora. "É importante nós termos claro que o protagonista de uma notícia de interesse público é cidadão afetado por alguma medida do governo. Ou uma medida real que modifica a realidade. As intenções, elas não têm esse poder", afirmou.
No comunicado, a TV Cultura não explica a motivação da pauta, tampouco seu gancho - fato que justificaria a cobertura de evento do governo com caráter meramente especulativo. Diz apenas ser a favor do pluralismo de opinião, referindo-se à repreensão de Bucci e Magnoli.
"O jornalista Eugênio Bucci e o sociólogo Demétrio Magnoli, assim como os demais comentaristas do 'JC', têm o objetivo de discutir os mais relevantes temas de interesse da população, expondo sempre suas opiniões com total liberdade", explicou.
"É exatamente isso que a TV Cultura vem buscando com seu jornalismo: o debate de ideias, a discussão de temas polêmicos, destacando pautas e temas diferenciados no que diz respeito à cidadania, conhecimento e meio ambiente", completou.
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