Tribunal dos EUA ordena que YouTube retire vídeo que satiriza Maomé

Um tribunal federal de apelações na Califórnia exigiu na última quarta-feira (26/2) que o Google retire do YouTube o vídeo intitulado "

Atualizado em 27/02/2014 às 13:02, por Redação Portal IMPRENSA.

Um tribunal federal de apelações na Califórnia exigiu na última quarta-feira (26/2) que o Google retire do YouTube o vídeo intitulado "A inocência dos muçulmanos", produção que satiriza Maomé. A gravação de 14 minutos produzida por Mark Basseley, mostra o profeta como um mulherengo e o descreve como uma fraude e abusador de menores.

Crédito:Reprodução Vídeo foi tirado do ar após decisão judicial
Segundo a EFE, a medida corrigiu a decisão de primeira instância de setembro de 2012, que acatou o pedido de uma das atrizes e provocou indignação da comunidade islâmica. Cindy Lee García foi aos tribunais pedir que o vídeo fosse retirado. Ela disse ter recebido ameaças de morte, que sua família a proibiu de ver os netos e que foi despedida pelo receio dos seus chefes de serem vítimas de represálias.
Ela argumentou que foi a um "casting" para um filme chamado "Desert Warrior" (Guerra no Deserto, em tradução livre), que seria uma aventura histórica no deserto da Arábia, mas que os produtores tinham outras intenções, ocultadas do elenco. Cindy explicou que o nome de Maomé nunca foi mencionado nas filmagens e que não foi feita alusão a conteúdos sexuais.

O tribunal de primeira instância negou o pedido de Cindy porque o réu, Basseley, também conhecido como Nakoula Basseley Nakoula e Sam Bacilenão, não estava representado. Em segunda instância, a corte de apelações entendeu que ele extrapolou seu direito sobre o uso do material gravado ao ponto de cometer uma fraude com seus contratados.
O Google se opôs à retirada do filme por considerar que se trata de censura. Os tribunais, entretanto, decidiram que, neste caso, foi cometida uma infração contra a propriedade intelectual da atriz e que a lei de liberdade de expressão não está acima do que ocorreu.