Tribunal do Egito nega pedido de libertação de jornalistas da Al-Jazeera

Na última segunda-feira (31/3), um tribunal do Egito negou o pedido de libertação sob fiança apresentado pelos advogados dos jornalistas da

Atualizado em 01/04/2014 às 10:04, por Redação Portal IMPRENSA.

Al-Jazeera, presos sob acusação de ajuda aos islamitas.
Crédito:Divulgação Justiça egípcia não aceitou pagamento de fiança para libertar jornalistas
De acordo com a AFP, durante uma nova audiência do caso, avaliado pelos defensores dos direitos humanos como uma prova do retorno de um regime autoritário no país, três jornalistas que estão há quase 100 dias na prisão defenderam-se das acusações.
"Por favor, tire-nos da prisão, estamos cansados. Não aguentamos mais", lamentou o diretor do escritório da Al-Jazeera no Cairo, o egípcio-canadense Mohamed Fadel Fahmy.
Ele e mais sete homens são acusados de apoiar a Irmandade Muçulmana, grupo político e religioso ao qual pertence o presidente deposto Mohamed Mursi, considerada "organização terrorista" pelas autoridades.
"Hoje, nosso único desejo é o de continuar a lutar para sair da prisão (...). Estamos prontos para aceitar todas as condições", afirmou o repórter australiano Peter Greste.
No total, 20 pessoas respondem ao processo. Dezesseis egípcios são acusados de pertencer a "uma organização terrorista" e quatro estrangeiros de fornecer "dinheiro, equipamentos e informações" para "difundir falsas notícias". A próxima audiência está marcada para o dia 10 de abril.