Tribunal condena jornalista japonês por difamar presidente sul-coreana

O jornalista japonês Tatsuya Kato foi considerado culpado de difamar a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-Hye, em uma notícia sobre o paradeiro dela após o naufrágio de um ferryboat com mais de 300 pessoas a bordo.

Atualizado em 17/12/2015 às 12:12, por Redação Portal IMPRENSA.

culpado por difamar a presidente da Coreia do Sul, Park Geun-Hye, em uma notícia sobre o paradeiro dela após o naufrágio de um ferryboat com mais de 300 pessoas a bordo.
Crédito:Reprodução Jornalista disse que presidente estava em encontro amoroso durante acidente
De acordo com a agência de notícias Ansa, o texto, publicado no jornal Sankei Shimbun , sugeria que a presidente havia desaparecido por algum tempo para um encontro amoroso com um antigo assessor. O tribunal de Seul considerou que a matéria foi baseada em "rumores infundados".
O crime de difamação na Coreia do Sul estabelece penas de até sete anos de detenção. O jornalista negou as acusações e argumentou que o objetivo era servir o interesse público ao relatar o paradeiro da presidente durante o acidente. A presidente e o governo sul-coreano foram criticados pelo fracasso na operação de resgate das vítimas e e mídia do país insistiu em questionar porque a chefe de Estado teria desaparecido no dia desastre.
A acusação do jornalista japonês levantou questões sobre a liberdade de imprensa na Coreia do Sul. Críticos ao governo acusaram a Park de reprimir os jornalistas numa tentativa de controlar a sua imagem na imprensa.