TJ-SP extingue processo contra coronel acusado de matar jornalista na ditadura
TJ-SP extingue processo contra coronel acusado de matar jornalista na ditadura
Nesta terça-feira (23), o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) extinguiu o processo movido pela família do jornalista Luiz Eduardo Merlino - morto após ser torturado em 1971 nas dependências do DOI-Codi - contra o coronel reformado do Exército Carlos Alberto Brilhante Ustra, comandante do órgão na época.
Ustra havia entrado com um agravo de instrumento no TJ-SP para tentar interromper o processo, que foi extinto por 2 votos a 1. A defesa do coronel sustentava que Ângela Maria de Almeida - companheira de Merlino na época e uma das autoras da ação - não comprovou união estável com o jornalista, e por isso, não tinha legitimidade para levar o caso adiante.
| Reprodução | |
| Luiz Eduardo Merlino |
A ação da família de Merlino buscava apenas responsabilizar o militar pela morte do jornalista, sem condená-lo a multa ou prisão, decisão inédita na Justiça brasileira. O advogado Fábio Konder Comparato, defensor da família, afirmou que vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), e admitiu a possibilidade de que um documento apresentado pela defesa de Ustra seja falso.
Leia mais





