"Tive medo de estar com uma lesão permanente", diz Manuela Picq
A jornalista e acadêmica brasileira Manuela Lavinas Picq chegou ao Rio de Janeiro (RJ) na manhã da última sexta-feira (22/8), após ter seu visto cancelado pelo Ministério do Interior equatoriano.
Atualizado em 24/08/2015 às 10:08, por
Redação Portal IMPRENSA.
chegou ao Rio de Janeiro (RJ) na manhã da última sexta-feira (22/8), após ter seu visto cancelado pelo Ministério do Interior equatoriano. Ela foi presa e agredida pela polícia durante um protesto contra o governo do presidente Rafael Correa em Quito.
Crédito:Divulgação Manuela chegou a perder a visão durante algum tempo após agressão policial
"O sentimento no momento se divide em três: a tranquilidade de estar em um país onde ainda existe Estado de Direito, a angústia pelas pessoas que ainda estão no Equador, e uma sensação de que não estou em casa, de que estou exilada", relatou
ao jornal O Globo .
A repórter foi atingida com golpes de cassetete e perdeu, durante algumas horas, a visão do olho esquerdo."Tive medo de estar com uma lesão permanente e também de ficar incomunicável, já que, após a prisão, me mudaram de lugar várias vezes", lembrou.
Durante o ato, os policiais prenderam o marido de Manuela, o líder indígena Carlos Pérez Guartambél, presidente da Confederação Kichwa do Equador (Ecuarunari). Embora o visto tenha sido cancelado, não há qualquer acusação formal contra ela. Em nota, o Ministério da Justiça do Equador disse que “a decisão de voltar ao Brasil coube à própria jornalista, que teve seu visto revogado após seu envolvimento, em caráter político, nas manifestações em 13 de agosto”. Segundo a jornalista, o Ministério do Interior alegou que os policiais agiram para defendê-la, para apenas depois descobrir que o visto estaria expirado, o que, de acordo com Manuela, não era verdade.
Manuela disse que tentará um visto do Mercosul para voltar ao Equador. Ela acredita que, com a repercussão do caso, um retorno ao país pode transformá-la em um alvo constante da perseguição do governo. No entanto, ela também vê um lado positivo. "Eu e Carlos já vivemos sob alguma vigilância há algum tempo, e tivemos telefones grampeados. Sei que a pressão aumentará, mas por outro lado, acho que também estarei mais segura, já que serei um alvo muito mais visível. A única alternativa é o ativismo inteligente", completou.
Crédito:Divulgação Manuela chegou a perder a visão durante algum tempo após agressão policial
"O sentimento no momento se divide em três: a tranquilidade de estar em um país onde ainda existe Estado de Direito, a angústia pelas pessoas que ainda estão no Equador, e uma sensação de que não estou em casa, de que estou exilada", relatou
ao jornal O Globo .
A repórter foi atingida com golpes de cassetete e perdeu, durante algumas horas, a visão do olho esquerdo."Tive medo de estar com uma lesão permanente e também de ficar incomunicável, já que, após a prisão, me mudaram de lugar várias vezes", lembrou.
Durante o ato, os policiais prenderam o marido de Manuela, o líder indígena Carlos Pérez Guartambél, presidente da Confederação Kichwa do Equador (Ecuarunari). Embora o visto tenha sido cancelado, não há qualquer acusação formal contra ela. Em nota, o Ministério da Justiça do Equador disse que “a decisão de voltar ao Brasil coube à própria jornalista, que teve seu visto revogado após seu envolvimento, em caráter político, nas manifestações em 13 de agosto”. Segundo a jornalista, o Ministério do Interior alegou que os policiais agiram para defendê-la, para apenas depois descobrir que o visto estaria expirado, o que, de acordo com Manuela, não era verdade.
Manuela disse que tentará um visto do Mercosul para voltar ao Equador. Ela acredita que, com a repercussão do caso, um retorno ao país pode transformá-la em um alvo constante da perseguição do governo. No entanto, ela também vê um lado positivo. "Eu e Carlos já vivemos sob alguma vigilância há algum tempo, e tivemos telefones grampeados. Sei que a pressão aumentará, mas por outro lado, acho que também estarei mais segura, já que serei um alvo muito mais visível. A única alternativa é o ativismo inteligente", completou.





