Telebrás recebe R$ 200 milhões do governo para se reestruturar

Telebrás recebe R$ 200 milhões do governo para se reestruturar

Atualizado em 26/12/2007 às 10:12, por Redação Portal IMPRENSA.

A Telebrás receberá R$ 200 milhões do governo federal para que seja reestruturada. A empresa será a gestora do programa de inclusão digital que prevê levar internet de banda larga a todos os municípios do país até 2010.

A verba foi destinada à Telebrás por meio de Medida Provisória que disponibilizou R$ 5,45 bi em crédito extraordinário para vários ministérios. Apesar de a MP ter sido editada no dia 18 de dezembro, o texto só foi divulgado pelo governo no dia 19, após a votação do segundo turno da DRU (Desvinculação de Receitas da União), que recebeu muitas críticas da oposição.

De acordo com reportagem da Folha Online desta quarta-feira (26), o governo tem intenção de lançar um PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) da inclusão digital que prevê internet de alta velocidade em órgãos públicos e instituições.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, informou que a Telebrás irá geri-lo, mas negou que se trate de uma reestatização da telefonia, como argumentam os críticos e empresas privadas do setor.

"Tem que haver alguma organização do ponto de vista governamental no que diz respeito aos procedimentos finais de instalação de banda larga. Não se trata de estatização, não se trata de reabrir a empresa para competir com qualquer empresa do ramo, mas apenas um instrumento que o governo criou para poder acomodar determinadas carências que nós temos no setor de telecomunicações", afirmou Hélio Costa.

A reportagem informou, ainda, que, na semana passada, o governo finalizou as negociações com as empresas de telefonia fixa que participarão do programa. As companhias levarão redes de banda larga a todas as cidades em até três anos.

Segundo disseram alguns técnicos que acompanharam as negociações, as redes construídas pelas teles continuarão privadas. A Telebrás será responsável apenas pela fiscalização e gerência do serviço.

Além da logística de instalação deste programa, estuda-se o uso de redes de fibra ótica da Eletronet, empresa controlada pela Eletrobrás e em processo de falência. Em outras negociações, o governo faz acordos com as operadoras de celular pelo uso da tecnologia da terceira geração (3G), que possibilita acesso à internet de alta velocidade. O uso desta tecnologia poderia ser a solução para áreas como a Amazônia, em que, em alguns locais, o acesso por cabo é quase impossível.

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