Tarso Genro comenta denúncia da Veja sobre escuta clandestina contra o STF

Tarso Genro comenta denúncia da Veja sobre escuta clandestina contra o STF

Atualizado em 11/08/2008 às 11:08, por Redação Portal IMPRENSA.

Tarso Genro comenta denúncia da Veja sobre escuta clandestina contra o STF

No último domingo (10), durante a campanha municipal de apoio ao deputado estadual Alessandro Molon (PT), que concorre à Prefeitura da cidade do Rio de Janeiro, o ministro da justiça, Tarso Genro, comentou a denúncia da revista Veja sobre as supostas escutas clandestinas contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, e dentro do Palácio do Planalto, contra o chefe de gabinete do presidente Lula, Gilberto Carvalho.

"Não acredito que tenha havido escuta no Palácio do Planalto. Mas a Polícia Federal está à disposição para investigar se for o caso", disse Genro, que no dia anterior, havia afirmado que, se houve escuta, ela não foi feita pela PF.

No último sábado (9), o ministro não descartou a possibilidade de policiais federais terem feito a escuta de forma ilegal, sem a autorização do comando da corporação. "Não foi feita pela instituição", declarou. "Se foi feita, foi por alguém totalmente à margem da estrutura de poder da Polícia Federal. Se houve, é uma escuta marginal". Tarso considerou o episódio "absolutamente inaceitável". "Escuta ilegal clandestina é um crime. E feita contra o Supremo, se é que existe, não é só um crime, como uma vergonha".

Ele lembrou ainda que, se na escuta contra Mendes foi usado o Guardião - instrumento oficial da Polícia Federal para monitoramentos telefônicos - será fácil saber de quem foi a autoria do crime, uma vez que sistema exige que o usuário forneça digitais e registre a qual investigação corresponde o grampo e quem o determinou.

Tarso também ressaltou a necessidade de esclarecer o que o delegado Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha contra supostos crimes cometidos por dirigentes do Grupo Opportunity, quis dizer ao afirmar na CPI dos Grampos que recebeu ajuda informal da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) nas investigações do caso. "Teria que ver o que o delegado quis dizer com informais, se foi um contato de pessoa para pessoa, sem passar pelos superiores. Tem que ser avaliado se foi uma coisa legal ou se precisa ser aberta sindicância", afirmou.

Com informações da Agência Estado

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