Tailândia processa jornalista por uso de colete à prova de balas e capacete
Um tribunal tailandês decidiu processar o fotojornalista Hok Chun Anthony Kwan, de Hong Kong, por posse de um colete à prova de balas e de u
Atualizado em 13/10/2015 às 13:10, por
Redação Portal IMPRENSA.
Tailândia processa jornalista por uso de colete à prova de balas e capacete
Um tribunal tailandês decidiu processar o Hok Chun Anthony Kwan, de Hong Kong, por posse de um colete à prova de balas e de um capacete. Os equipamentos de segurança são considerados armas no país.Crédito:Reprodução/Instagram Fotojornalista não sabia que uso de colete à prova de balas era proibido no país
De acordo com o jornal El Informador , Kwan, que mora em Minneapolis, no Minnesota, foi detido quando estava prestes a embarcar em um avião após cobrir a destruição deixada por uma bomba no santuário de Bangkok. Ele prestava serviços para o grupo de notícias Intium, com sede em Hong Kong.
A advogada do jornalista, Pawinee Chumsri, disse que ele se declarou inocente da acusação de posse de arma. O profissional argumentou que levou o colete "apenas para se proteger". O tribunal do país deve definir uma data para realizar audiência sobre o caso.
Segundo a Lei de Controle de Armas, é necessária uma licença para possuir blindagem pessoal. O não cumprimento da norma pode resultar em até cinco anos de prisão. A condenação, entretanto, raramente é aplicada para jornalistas, uma vez que muitas organizações pedem que os profissionais utilizem a proteção em situações de risco. A defensora do fotojornalista garantiu que ele não violou a lei tailandesa. Ela informou que Kwan foi liberado após pagar fiança e deve viajar a Hong Kong ainda nesta terça-feira (13/10).
A Associação de Correspondentes Estrangeiros da Tailândia lamentou o caso. "Em vez de acusar o Sr. Kwan, as autoridades tailandesas deveriam consultar com a comunidade midiática e explorar uma saída para a Lei de 1987 que seguramente não se propôs a processar jornalistas", reforçou.





