Suspeitos de publicar ofensas contra Maria Júlia Coutinho são investigados pela polícia

A polícia de São Paulo investiga pelo menos dois grupos de jovens que se organizam para disseminar racismo e intolerância no Facebook, competindo entre si por audiência, informou a emissora pública BBC.

Atualizado em 12/08/2015 às 11:08, por Redação Portal IMPRENSA.

investiga pelo menos dois grupos de jovens que se organizam para disseminar e intolerância no Facebook, competindo entre si por audiência, informou a emissora pública BBC.
Crédito:divulgação Um deles seria autor da publicação de comentários racistas na página no "Jornal Nacional" contra Maria Júlia Coutinho Os grupos são suspeitos de comandar cyber attacks contra perfis de jornalistas, ativistas, políticos e fã-clubes de artistas. Um deles seria autor da publicação de comentários racistas na página no "Jornal Nacional" contra Maria Júlia Coutinho.
A investigação está em fase inicial. Até o momento, além da agressão a Maria Júlia, a polícia registrou um ataque contra uma repórter de Brasília (DF) e apura possíveis atos contra perfis de políticos e fã-clubes de músicos.
Segundo dados da SaferNet Brasil, organização não governamental que recebe denúncias de crimes na web, apenas em 2014, mais de 86 mil denúncias de racismo e 4,2 mil de homofobia na internet foram registradas.
A delegada Daniela Branco, da Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi), informou que os jovens costumam se reunir no Facebook, por meio de grupos fechados. Depois de anunciar um alvo, promovem os ataques.
Daniela explicou que as ações consistem em divulgar uma grande quantidade de mensagens preconceituosas ou "inundar" a página da vítima com imagens de caráter pornográfico – para que ela seja retirada do ar. A técnica é conhecida como "flood" (inundação, em português).