Suprema Corte dos EUA veta câmeras da imprensa no tribunal e comediante protesta

Brincadeira foi também uma crítica às normas da Justiça norte-americana que proíbem a presença de câmeras durante julgamentos.

Atualizado em 21/10/2014 às 19:10, por Redação Portal IMPRENSA.

O comediante britânico John Oliver, apresentador do "Last Week Tonight", na HBO, resolveu fazer uma crítica às normas do sistema judiciário norte-americano de forma irreverente. O programa simulou sessões da Suprema Corte dos EUA com animais representando os ministros.
Crédito:Reprodução Humorista criticou cobertura da Suprema Corte simulando julgamento com animais
Nos EUA, câmeras não são permitidas durante sessões da Suprema Corte, segundo o site Consultor Jurídico. O governo libera apenas o áudio dos julgamentos, junto com ilustrações feitas a mão para os canais de TV. De acordo com os ministros, os meios de comunicação podem editar as imagens adquiridas antes de colocá-las no ar.
"O que acontece na Suprema Corte é importante demais para não se prestar atenção. Mas, ainda assim, essas ilustrações tornam qualquer cobertura basicamente impossíveis de assistir. Mas acho que encontramos uma solução", explica Oliver. Em seguida, o apresentador mostra o vídeo de um gato "tocando" um teclado musical.
Oliver então argumenta que o áudio, sozinho, é irritante, mas o vídeo se torna "irresistível" ao mostrar um gato "fazendo coisas que você não esperaria que ele fizesse". Pensando nisso, a produção do programa montou um cenário e vestiu diversos animais, entre cães, galinhas e até um ganso, para representar um julgamento da Suprema Corte, usando o áudio oficial dos ministros norte-americanos.
Confira o resultado: