Suposto perfil no Twitter de líder religioso provoca polêmica no Irã
Suposto perfil no Twitter de líder religioso provoca polêmica no Irã
Atualizado em 14/01/2011 às 10:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
Um perfil no Twitter atribuído ao aiatolá Sayyid Ali Hoseyni Khamenei, líder supremo do Irã, tem provocado polêmica no país. O acesso ao serviço de microblogging é bloqueado pelo governo, e a suposta conta de Khamenei foi alvo de críticas por parte de blogueiros e oposicionistas do regime.
O líder da oposição, Mir Hossein Mousavi, questionou o privilégio concedido ao aiatolá. "Se é proibido, por que o gabinete do líder tem uma conta no Twitter?", segundo informou o The Guardian . Desde 2009, ano marcado pela eleições presidenciais que reelegeram Mahmoud Ahmadinejad, o governo iraniano tem posição contrária às redes sociais, vistas como criações dos inimigos do país.
O Twitter abriga mais de um perfil atribuído ao líder supremo do Irã. Entre eles, o - que não segue ninguém, já que, pela lei do Irã, somente o líder supremo deve ser seguido - e o , que possui mais de 1.270 seguidores e que se intitula como sendo o "Twitter oficial" do aiatolá.
Segundo o Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), o Irã que registra o maior número de prisões contra jornalistas e blogueiros. Cerca de um milhão de iranianos escrevem em blogs, sendo que destes, apenas 10% são ativos. As prisões de profissionais de imprensa também foram condenadas pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Além disso, o persa - língua oficial do país - está entre os principais idiomas usados na web em todo o mundo.
Nesta semana, o país foi notícia após o escritor brasileiro Paulo Coelho ter publicado em seu blog a informação de que seus livros foram proibidos no Irã. Seu editor, Arash Hejazi, o informou sobre a decisão do governo por meio de um e-mail. "Infelizmente, fui informado hoje que o Ministério da Cultura e 'Orientação Islâmica' no Irã proibiu todos os seus livros, mesmo que as versões não-autorizadas publicadas por outras editoras. Meus amigos foram informados de que nenhum livro que tem o nome de Paulo Coelho será autorizado a ser publicado no Irã mais".
Na última quinta (13), a Embaixada do Irã em Brasília negou que o governo censurou a obra de Coelho, que, estima-se, já vendeu seis milhões de livros no país. Um diplomata iraniano declarou que a suposta proibição deixou as autoridades surpresas, e ainda afirmou que qualquer tentativa de banir as publicações do brasileiro seria inócua.
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O líder da oposição, Mir Hossein Mousavi, questionou o privilégio concedido ao aiatolá. "Se é proibido, por que o gabinete do líder tem uma conta no Twitter?", segundo informou o The Guardian . Desde 2009, ano marcado pela eleições presidenciais que reelegeram Mahmoud Ahmadinejad, o governo iraniano tem posição contrária às redes sociais, vistas como criações dos inimigos do país.
O Twitter abriga mais de um perfil atribuído ao líder supremo do Irã. Entre eles, o - que não segue ninguém, já que, pela lei do Irã, somente o líder supremo deve ser seguido - e o , que possui mais de 1.270 seguidores e que se intitula como sendo o "Twitter oficial" do aiatolá.
Segundo o Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ), o Irã que registra o maior número de prisões contra jornalistas e blogueiros. Cerca de um milhão de iranianos escrevem em blogs, sendo que destes, apenas 10% são ativos. As prisões de profissionais de imprensa também foram condenadas pela organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF). Além disso, o persa - língua oficial do país - está entre os principais idiomas usados na web em todo o mundo.
Nesta semana, o país foi notícia após o escritor brasileiro Paulo Coelho ter publicado em seu blog a informação de que seus livros foram proibidos no Irã. Seu editor, Arash Hejazi, o informou sobre a decisão do governo por meio de um e-mail. "Infelizmente, fui informado hoje que o Ministério da Cultura e 'Orientação Islâmica' no Irã proibiu todos os seus livros, mesmo que as versões não-autorizadas publicadas por outras editoras. Meus amigos foram informados de que nenhum livro que tem o nome de Paulo Coelho será autorizado a ser publicado no Irã mais".
Na última quinta (13), a Embaixada do Irã em Brasília negou que o governo censurou a obra de Coelho, que, estima-se, já vendeu seis milhões de livros no país. Um diplomata iraniano declarou que a suposta proibição deixou as autoridades surpresas, e ainda afirmou que qualquer tentativa de banir as publicações do brasileiro seria inócua.
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