Somos todos marinheiros numa longa travessia
Somos todos marinheiros numa longa travessia
Três pontos chamaram muito a atenção durante o 12º Congresso de Comunicação Corporativa realizado no final de maio em São Paulo. Pelo menos para mim. O primeiro foi o interesse dos participantes em assuntos relacionados a mídias sociais. A sensação é que estamos todos no mesmo barco, alguns ainda à deriva, outros em uma rota melhor definida. Mas todos com muitas descobertas sendo feitas diariamente e um futuro cheio de interrogações.
Em uma das palestras, um case chama atenção. A agência de comunicação detecta citações sobre seu cliente no Twitter, intervém no caso e faz a ponte com o SAC, acompanhando de perto a resolução do problema. O retorno satisfaz, pois quem fez o comentário no miniblog acha o máximo que, finalmente, alguém resolve ajudá-lo. Até aí tudo bem, mas uma pergunta fica no ar: por que o cliente não investe mais no SAC, atende melhor seus usuários e evita de ele chegar ao Twitter com mensagens negativas sobre sua marca? Parece que esses dois mundos ainda estão desconectados. Em um deles, atendimento eficiente e rápido, surpreendente até. Em outro, via telefone, uma viagem sem fim para obter retorno.
Outro destaque do Congresso foi o uso constante do conceito de "influenciadores" entre os palestrantes. A tarefa é detectar aqueles que realmente influenciam os colegas de trabalho, leitores, amigos, familiares. Ao atingir esse sujeito, começamos a criar uma onda positiva para o cliente e sua marca. O terceiro ponto a chamar atenção foi o volume de profissionais vindos de outras cidades exclusivamente para o evento. Segundo os organizadores, cerca de 200 dos inscritos.
Há pouco tempo, conheci uma agência de comunicação em Belém que me surpreendeu pelo volume de bons clientes e do trabalho realizado, com um blog bastante interessante sobre assuntos relacionados à Comunicação Corporativa. Mais uma evidência de que precisamos parar de olhar para São Paulo como se aqui fosse o umbigo do País. Essa é uma visão antiga e cheia de preconceitos. Como dito lá no começo deste texto, estamos todos no mesmo barco.






