O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo (SJSP) e a Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do Estado de São Paulo (Arfoc-SP) vão se reunir às 20h30 desta segunda-feira (6/10) para organizar o ato público de repúdio contra a decisão judicial que culpou o fotógrafo Alex Silveira por ter seu olho perfurado por um tiro de bala de borracha disparado pela Tropa de Choque da PM durante uma manifestação em 2000.
Crédito:Reprodução/Facebook
Sindicato organiza ato em defesa do fotógrafo
As desde a condenação do profissional. Em protesto pela medida, os jornalistas de São Paulo podem ir um dia ao trabalho usando o tapa-olho. A medida visa reverter a decisão dos desembargadores Vicente de Abreu Amadei e Sérgio Godoy Rodrigues de Aguiar e do juiz Maurício Fiorito.
À IMPRENSA, Fausto Salvadori, colaborador da Ponte, que também participa do evento, disse que a ideia é debater as diretrizes da manifestação que, a princípio, deve começar na Avenida Paulista, onde Alex Silveira foi baleado e seguir pela Consolação até a Praça Roosevelt, próximo onde o também fotógrafo Sérgio Silva foi baleado.
"A mobilização não pode ser apenas pela internet. Um ato físico é essencial para demonstrar essa insatisfação com a decisão que ameaça não só os jornalistas como qualquer pessoa que esteja num protesto", pondera.
De acordo com Salvadori, o ato está previsto para ser realizado na semana que vem. A data exata deve ser definida durante a reunião desta segunda. O repórter destaca que os organizadores temem que se o caso não for corrigido na Justiça, sirva como padrão da forma como o judiciário pode encarar questões envolvendo profissionais de imprensa no futuro.
"A decisão dificulta o exercício do jornalismo. Não existe cobertura segura. De alguma maneira você está correndo risco", reitera.
O caso
No dia 18 de maio de 2000, Alexandre Silveira acompanhava uma manifestação do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apoesp), na avenida Paulista (SP), quando a Tropa de Choque da PM usou bombas de gás e bala de borracha contra os manifestantes. O fotógrafo foi atingido no olho esquerdo, perdendo a visão.
O desembargador Vicente de Abreu Amadei, da 2ª Câmara Extraordinário de Direito Público do TJ-SP, entendeu que Silveira era culpado pelo acidente, pois, apesar de exercer sua profissão, não deixou o local ao se deparar com o confronto entre manifestantes e a Polícia Militar. O profissional recorrerá da decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves.
Crédito:Reprodução/Facebook
Sindicato organiza ato em defesa do fotógrafo As desde a condenação do profissional. Em protesto pela medida, os jornalistas de São Paulo podem ir um dia ao trabalho usando o tapa-olho. A medida visa reverter a decisão dos desembargadores Vicente de Abreu Amadei e Sérgio Godoy Rodrigues de Aguiar e do juiz Maurício Fiorito.
À IMPRENSA, Fausto Salvadori, colaborador da Ponte, que também participa do evento, disse que a ideia é debater as diretrizes da manifestação que, a princípio, deve começar na Avenida Paulista, onde Alex Silveira foi baleado e seguir pela Consolação até a Praça Roosevelt, próximo onde o também fotógrafo Sérgio Silva foi baleado.
"A mobilização não pode ser apenas pela internet. Um ato físico é essencial para demonstrar essa insatisfação com a decisão que ameaça não só os jornalistas como qualquer pessoa que esteja num protesto", pondera.
De acordo com Salvadori, o ato está previsto para ser realizado na semana que vem. A data exata deve ser definida durante a reunião desta segunda. O repórter destaca que os organizadores temem que se o caso não for corrigido na Justiça, sirva como padrão da forma como o judiciário pode encarar questões envolvendo profissionais de imprensa no futuro.
"A decisão dificulta o exercício do jornalismo. Não existe cobertura segura. De alguma maneira você está correndo risco", reitera.
O caso
No dia 18 de maio de 2000, Alexandre Silveira acompanhava uma manifestação do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial de São Paulo (Apoesp), na avenida Paulista (SP), quando a Tropa de Choque da PM usou bombas de gás e bala de borracha contra os manifestantes. O fotógrafo foi atingido no olho esquerdo, perdendo a visão.
O desembargador Vicente de Abreu Amadei, da 2ª Câmara Extraordinário de Direito Público do TJ-SP, entendeu que Silveira era culpado pelo acidente, pois, apesar de exercer sua profissão, não deixou o local ao se deparar com o confronto entre manifestantes e a Polícia Militar. O profissional recorrerá da decisão ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).
* Com supervisão de Vanessa Gonçalves.

