Sites e comunidades anti-semitas estão mais freqüentes na web
Sites e comunidades anti-semitas estão mais freqüentes na web
Comunidades e sites que divulgam o anti-seminismo estão cada vez mais freqüentes na internet. Ofensas aos judeus e a Israel não são tão constantes quanto os sites de pedofilia que são alvo de uma CPI no Senado Federal, mas já estão na mira das autoridades.
No entanto, basta digitar palavras como "judeu" ligadas a ofensas no setor de busca do site de relacionamento Orkut, por exemplo, que diversas comunidades que cultivam o ódio racial aparecem.
"Recebemos em média uma denúncia de site preconceituoso por semana, seja contra a comunidade judaica ou puramente anti-semita", diz Octávio Aronis, diretor jurídico da Federação Israelita do Estado de São Paulo (Fisesp).
Há desde perfis que pregam abertamente o neonazismo, com imagens de Hitler e suásticas, até comunidades "fantasmas" (sem membros) com fotos de corpos empilhados durante o Holocausto. É o caso do fórum "Eu odeio judeus", que se descreve da seguinte maneira: "Eu odeio judeus. Olhem a imagem da comunidade para terem idéia". A comunidade foi criada em fevereiro de 2008 e continua no ar. O perfil do seu criador não aparece na página.
A Fisesp encaminha as denúncias que recebe para a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância e para Delegacia de Crimes Eletrônicos do DEIC. "Hoje, os criminosos estão mais carimbados, fazem essas coisas de páginas que ficam hospedadas fora do país. Fica mais difícil de rastrear", diz Aronis.
De acordo com o Google, a identificação e censura de supostas contravenções é delicada nesses casos. "Nesse tipo de conteúdo, é muito mais difícil identificar se há abuso ou não do que no de pedofilia, por exemplo. Ele passa pelo viés da liberdade de expressão e pela questão do livre debate. Não cabe ao Google falar o que é debate e o que é ataque", diz Félix Ximenes, diretor de comunicação da companhia.
Segundo Ximenes, "é complicado o Google assumir a posição de censor", já que há comunidades que criticam o Estado de Israel, mas não necessariamente podem ser enquadradas como intolerantes ou racistas.
As informações são da Folha Online.
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