O sistema que administra os passaportes da Polícia Federal define características para que um cadastro seja aceito. A limitação do software foi registrada pela jornalista Lília de Souza, de 34 anos, que tentava renovar o seu documento de viagem na última terça-feira (15/7). "O seu cabelo é black power e o sistema não aceita a imagem. Terá que prendê-lo", disse uma funcionária de uma unidade policial em Salvador (BA).
Crédito:Reprodução/Facebook Jornalista reclamou na ouvidoria da Polícia Federal após o ocorrido
Segundo o portal A Tarde, após o sistema não permitir a renovação do passaporte, a jornalista insistiu e tentou fazer a foto novamente com o cabelo solto. No entanto, mais uma vez não foi permitido o registro do documento. "Fiquei muito constrangida. Tive que prender meu cabelo com uma borracha daquelas de escritório, que eles arrumaram e me deram. Saí de lá arrasada".
Sem conseguir viajar por conta do problema, Lília voltou à Polícia Federal do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) do Salvador Shopping para protestar. "Procurei pelo coordenador, mas ele não estava. Conversei com duas policiais que disseram que isso sempre acontecia com pessoas com o cabelo como o meu", afirma. Em outras oportunidades, conforme conta a repórter, a renovação aconteceu normalmente.
"Há cinco anos, quando tirei meu passaporte, meu cabelo era bem menor do que hoje. Acredito que tenha sido por isso". Apesar de sair sem uma resposta oficial de quem administra a unidade policial, a jornalista enviou um e-mail para a Ouvidoria da Polícia Federal, e faz questão de deixar claro que foi bem tratada pelas policiais que a atenderam.
"O problema não foi o atendimento. Elas foram atenciosas e, na verdade, obedecem a regras. O sistema da PF é que é questionável, já que ignora completamente a etnia das pessoas", conclui.
Crédito:Reprodução/Facebook Jornalista reclamou na ouvidoria da Polícia Federal após o ocorrido
Segundo o portal A Tarde, após o sistema não permitir a renovação do passaporte, a jornalista insistiu e tentou fazer a foto novamente com o cabelo solto. No entanto, mais uma vez não foi permitido o registro do documento. "Fiquei muito constrangida. Tive que prender meu cabelo com uma borracha daquelas de escritório, que eles arrumaram e me deram. Saí de lá arrasada".
Sem conseguir viajar por conta do problema, Lília voltou à Polícia Federal do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) do Salvador Shopping para protestar. "Procurei pelo coordenador, mas ele não estava. Conversei com duas policiais que disseram que isso sempre acontecia com pessoas com o cabelo como o meu", afirma. Em outras oportunidades, conforme conta a repórter, a renovação aconteceu normalmente.
"Há cinco anos, quando tirei meu passaporte, meu cabelo era bem menor do que hoje. Acredito que tenha sido por isso". Apesar de sair sem uma resposta oficial de quem administra a unidade policial, a jornalista enviou um e-mail para a Ouvidoria da Polícia Federal, e faz questão de deixar claro que foi bem tratada pelas policiais que a atenderam.
"O problema não foi o atendimento. Elas foram atenciosas e, na verdade, obedecem a regras. O sistema da PF é que é questionável, já que ignora completamente a etnia das pessoas", conclui.


