Síria lidera ranking de impunidade em crimes contra jornalistas; Brasil fica em 11º lugar
Índice anual de impunidade do Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) divulgou ranking de países que não punem crimes contra jornalistas.
Atualizado em 16/04/2014 às 18:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
O de impunidade do Comitê de Proteção aos Jornalistas (CPJ) revelou os países que não punem crime contra jornalistas. Na liderança, a Síria se junta ao Brasil, Iraque, Somália, Filipinas e outros na lista de regiões onde os profissionais são assassinados regularmente e os responsáveis não são condenados.
Crédito:Reprodução Jornalistas mortos na Síria em 2014
Segundo o CPJ, o mesmo ranking pode ser considerado como uma boa notícia para o Brasil, uma vez que no país houve ao menos uma condenação em casos de homicídio de jornalistas. Todavia, em resolução divulgada em novembro do ano passado, as Nações Unidas reconheceram a necessidade de combater a impunidade.
Para o diretor executivo do CPJ, Joel Simon, a falta de punição nesses casos gera mais violência e priva os cidadãos de seu direito básico à informação. "A crescente preocupação com a ameaça representada pelo fracasso em resolver assassinatos de jornalistas deve ser traduzida em ações concretas. Governos e comunidade internacional precisam trabalhar juntos para acabar com este ciclo vicioso", complementa.
No topo da classificação, a Síria se transformou no país mais perigoso do mundo para o trabalho de imprensa, com dezenas de sequestros, mortes por fogo cruzado e em coberturas. Contudo, como destaque positivo do levantamento se encontram o Paquistão, que condenou seis suspeitos pelo assassinato de Wali Khan Babar, morto em 2011, e a Rússia, que responsabilizou um empresário pela morte de Igor Domnikov em 2000.
Outro país que se mobiliza para defender a profissão é o México, que aprovou uma legislação em abril de 2013 dando poderes às autoridades federais para processar crimes contra jornalistas. Apesar dos avanços, os três países permanecem no índice deste ano.
Crédito:Reprodução Jornalistas mortos na Síria em 2014
Segundo o CPJ, o mesmo ranking pode ser considerado como uma boa notícia para o Brasil, uma vez que no país houve ao menos uma condenação em casos de homicídio de jornalistas. Todavia, em resolução divulgada em novembro do ano passado, as Nações Unidas reconheceram a necessidade de combater a impunidade.
Para o diretor executivo do CPJ, Joel Simon, a falta de punição nesses casos gera mais violência e priva os cidadãos de seu direito básico à informação. "A crescente preocupação com a ameaça representada pelo fracasso em resolver assassinatos de jornalistas deve ser traduzida em ações concretas. Governos e comunidade internacional precisam trabalhar juntos para acabar com este ciclo vicioso", complementa.
No topo da classificação, a Síria se transformou no país mais perigoso do mundo para o trabalho de imprensa, com dezenas de sequestros, mortes por fogo cruzado e em coberturas. Contudo, como destaque positivo do levantamento se encontram o Paquistão, que condenou seis suspeitos pelo assassinato de Wali Khan Babar, morto em 2011, e a Rússia, que responsabilizou um empresário pela morte de Igor Domnikov em 2000.
Outro país que se mobiliza para defender a profissão é o México, que aprovou uma legislação em abril de 2013 dando poderes às autoridades federais para processar crimes contra jornalistas. Apesar dos avanços, os três países permanecem no índice deste ano.





