SIP condena protestos que atrasaram distribuição de jornais na Argentina

SIP condena protestos que atrasaram distribuição de jornais na Argentina

Atualizado em 18/01/2011 às 08:01, por Redação Portal IMPRENSA.

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou as manifestações em frente às gráficas dos dois principais jornais da Argentina, o Clarín e o La Nación , que aconteceram no último sábado (15). Os protestos demoraram mais de cinco horas, e atrasaram a distribuição das publicações.

Os protestantes ostentavam cartazes da Federação Gráfica de Buenos Aires, e ainda pediam a recontratação de funcionários demitidos e entoavam versos favoráveis a presidente argentina, Cristina Kirchner. Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo , a SIP declarou que os piquetes representaram um "grave atentado à liberdade de expressão", e pediu ao governo do país para deixar de "ser cúmplice" e assumir "com responsabilidade seu papel de avalista da liberdade de imprensa".

Além da SIP, a Associação de Empresas Jornalísticas da Argentina (ADEPA, na sigla em espanhol) também criticou a suposta falta de empenho das autoridades locais em reprimir a manifestação. Tanto o Clarín quanto o La Nación se opõem ao governo de Cristina, e não têm boas relações com a presidente. Em 2010, a líder argentina chegou a acusar os proprietários dos dois veículos de crimes de lesa-Humanidade, acusando de adquirir ilegalmente ações da maior produtora de papel-jornal do país, a Papel Prensa.

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