SIP condena morte de radialista no interior do CE; polícia prende dois suspeitos

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP) condenou o assassinato do radialista Gleydson Carvalho, em Camocim (CE), e reiterou sua preocupação com a violência e os numerosos casos de mortes impunes no Brasil.

Atualizado em 10/08/2015 às 10:08, por Redação Portal IMPRENSA.

(SIP) condenou o assassinato do Gleydson Carvalho, em Camocim (CE), e reiterou sua preocupação com a violência e os numerosos casos de mortes impunes no Brasil.
Crédito:Reprodução/Facebook Entidade cobra investigação sobre assassinato do radialista
O presidente da SIP e diretor do diário peruano La República , Gustavo Mohme, expressou sua solidariedade com os familiares e colegas do locutor. Ele também insistiu para que as autoridades brasileiras busquem "uma saída eficiente para a violência contra os jornalistas".
Além dele, Claudio Paolillo, presidente da Comissão de Liberdade de Imprensa e Informação da SIP e diretor do semanário uruguaio Búsqueda , destacou que "a violência busca limitar o trabalho jornalístico e a carência de justiça pelos crimes, combinação letal que se deve frear para garantir a segurança física dos profissionais".
O caso

Gleydson Carvalho prestava serviços para a rádio Liberdade FM, em Camocim, município a 379 quilômetros de Fortaleza (CE). Ele foi executado a tiros enquanto apresentava um programa. Dois homens chegaram à emissora em uma moto, renderam a recepcionista, entraram no estúdio e dispararam três vezes no apresentador. Ele morreu a caminho do hospital.
Um operador de rádio da emissora disse que Carvalho havia dito em seu programa que estava sendo ameaçado. O delegado da cidade acredita que a intenção da dupla era matar o apresentador, uma vez que nenhum objeto foi levado da sede da rádio.
Suspeitos detidos

De acordo com o G1, uma operação da Polícia Militar e Civil prendeu, na madrugada da última sexta-feira (7/8), um casal suspeito de participar do assassinato. Segundo a PM, ambos têm participação direta no crime. Os dois homens que atiraram seguem foragidos.

A PM encontrou na casa dos suspeitos uma fotografia do radialista, além de revólveres, pendrives, cartão de memória, roupas e dinheiro. À polícia, os dois disseramque alugaram o local para abrir um bar, Porém, há indícios de que a residência foi usada para planejar o crime.