Sindicato dos Jornalistas e Fenaj denunciam ação policial contra jornalista em PE
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Pernambuco (Sinjope) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) publicaram na tarde desta sexta-feira (11/07) com críticas severas à atuação de policiais militares no Estado.Crédito:Reprodução Repórter do "Diário de Pernambuco" foi obrigada a apagar imagens a mando da PM
O comunicado denuncia a ação de um oficial que impediu o trabalho do repórter Carlos Segundo, do Diário de Pernambuco, que apurava dois focos de briga próximo à Fan Fest de Recife (PE), cidade-sede da Copa do Mundo.
O jornalista estava no local acompanhando a movimentação de torcedores durante a partida entre Brasil e Alemanha, partida válida pelas semifinais do Mundial. No intervalo do jogo, aproximadamente às 18 horas da última terça-feira (8/7), o repórter se dirigiu a Avenida Rio Branco, quando foi impedido de registrar imagens das eventuais confusões.
“Sem se identificar, um PM o abordou. ‘Você está ficando louco?’, perguntou, determinando que apagasse as imagens. Diante da resposta de que se tratava de alguém da imprensa, o PM disparou: ‘Não quero nem saber!’. Colocando o cassetete junto do braço de Carlos Segundo e se postando ao seu lado, exigiu ver as imagens serem apagadas. E, ao final, mandou que deixasse o local”, diz a nota. O comunicado contesta a atuação da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE) e afirma que o oficial foi identificado numa imagem captada por um celular. “Entretanto, o fato de não ter sido o primeiro caso remete ao questionamento se tais práticas são admitidas pela Corporação”.
Cobrando punições severas, as entidades representantes dos jornalistas ressaltam que mais uma vez foi violado a “liberdade de imprensa e do direito do exercício profissional”. “É lamentável que num Estado com o histórico libertário de Pernambuco jornalistas profissionais e a comunicação permaneçam convivendo sob ameaças, intimidações e, não raramente, até agressões físicas. O Sinjope e a Fenaj conclamam o Comando Geral da PMPE, a Secretaria de Defesa Social (SDS), e, por extensão, o Governo de Pernambuco a porem um fim nesse absurdo quadro de abuso de autoridade e desrespeitos a direitos fundamentais!”, conclui.

