Sindicato dos Jornalistas do Rio promove ato contra tortura de equipe do jornal O Dia

Sindicato dos Jornalistas do Rio promove ato contra tortura de equipe do jornal O Dia

Atualizado em 02/06/2008 às 13:06, por Redação Portal IMPRENSA.

Sindicato dos Jornalistas do Rio promove ato contra tortura de equipe do jornal O Dia

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) vão promover nesta segunda-feira (02), às 16h, um ato de repúdio ao seqüestro e à tortura de jornalistas do jornal O Dia na favela do Batan, em Realengo, zona oeste do Rio. A manifestação será realizada em frente à Câmara de Vereadores, na Cinelândia.

"O Rio de Janeiro, alarmado com a infiltração do crime em suas instituições públicas, não suporta mais a impunidade dos falsos agentes da lei que protagonizam a violência", declarou o sindicato em nota divulgada no último sábado (31/05). O ato foi considerado "um dos mais graves atentados à liberdade de informação".

Além disso, cerca de dez outdoors foram espalhados pela cidade para lembrar os seis anos da morte do jornalista Tim Lopes, nesta segunda. A homenagem é da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Federação Nacional dos Jornalistas(Fenaj), Sindicato dos jornalistas do Rio e Viva Rio. O jornalista também foi lembrado na missa de Santo Antônio, realizada no Centro da cidade.

Tim Lopes, de 51 anos, foi torturado e morto na madrugada do dia 02 de junho de 2002. Ele fazia uma reportagem sobre exploração sexual de menores em bailes funk promovidos por traficantes, quando foi descoberto pelos bandidos. Julgado pelo "tribunal do tráfico", ele teve o corpo queimado.

Entenda o caso

No último dia 14 de maio, um grupo de repórteres do jornal O Dia foi seqüestrado, torturado e mantido em cárcere privado em um barraco, localizado na favela do Batan, em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro (RJ). Os jornalistas estavam na favela investigando a atuação de milícias no local.

Segundo informa O Dia, os jornalistas passaram por sete horas meia de interrogatório, submetidos a pontapés, socos, choques elétricos, roleta-russa, sufocamento com saco plástico e tortura psicológica.

O jornal esclarece que a cúpula da Segurança do Estado do Rio foi notificada sobre o caso, mas a decisão de não divulgar a agressão até este sábado (31) se deu em razão das investigações policiais que poderiam ser prejudicadas, e da segurança dos jornalistas envolvidos. Na edição deste domingo (01/06), O Dia mostra detalhes do caso, em matéria especial.

As informações são do Globo Online e do JB Online

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