Sindicato dos jornalistas, Abraji e Fenaj repudiam agressão contra repórter do G1 no RJ

Henrique Soares foi vítima de agressões praticadas por homens armados enquanto fazia reportagem no Complexo do Alemão, Rio de Janeiro

Atualizado em 11/11/2014 às 09:11, por Redação Portal IMPRENSA.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro (SJRJ), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) repudiaram em nota a agressão contra o repórter Henrique Soares, do portal G1, na última segunda-feira (10/11).
Soares foi vítima de agressões praticadas por homens armados enquanto apurava dados sobre o déficit habitacional na Avenida Itaoca, no Complexo do Alemão, Rio de Janeiro (RJ), onde ocorria uma operação policial. Ele foi confundido com um policial a paisana.
O jornalista foi sequestrado, espancado com um pedaço de pau e levou coronhada na cabeça. Ele foi libertado após a aproximação de PMs e dos apelos de representantes da associação de moradores do local.
Soares recebeu pronto atendimento médico, levado inicialmente para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e depois para um hospital particular. Ele também registrou queixa na polícia, onde identificou um de seus agressores, que foi capturado.
O Sindicato disse que verificará se foram observadas as 16 recomendações de segurança elaborada pelo Ministério Público do Trabalho. "O Sindicato exige apuração rigorosa das circunstâncias do crime, com a identificação e responsabilização criminal dos agressores", acrescentou.
O presidente da Fenaj, Celso Schröder, expressou solidariedade ao jornalista e cobrou providências na apuração do crime e das empresas na garantia de segurança aos profissionais. "Nós temos alertado constantemente sobre a crescente violência contra jornalistas no Brasil. Felizmente, ao que soubemos, Henrique está se recuperando bem, mas o caso poderia ter uma gravidade maior", afirmou. "É imprescindível que os governos promovam políticas públicas que assegurem o direito ao exercício profissional do jornalismo e a adoção de um protocolo de segurança no qual as empresas garantam condições de trabalho aos profissionais em coberturas de risco", concluiu.
Abraji se solidarizou com o jornalista em nota. Além disso, a entidade diz considerar "fundamental que os responsáveis por tal brutalidade sejam rapidamente identificados e punidos de acordo com o que a lei determina. É essencial, ainda, que o governo estadual tenha total transparência na apuração do caso"

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