Serviço informativo dos EUA quer aumentar alcance nos países andinos
Serviço informativo dos EUA quer aumentar alcance nos países andinos
A Voz da América, serviço noticioso internacional mantido pelo governo norte-americano, quer ampliar a atuação em países de linhas ideológicas contrárias a política dos EUA. Segundo informou a Folha de S.Paulo , a região andina (composta por Bolívia, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela) e a América Central são os focos do órgão.
Com a entrada na região andina, o governo norte-americano terá voz em países com gestões políticas críticas aos Estados Unidos, como a Venezuela, de Hugo Chávez e a Bolívia, de Evo Morales. Na América Central, o governo Obama estava se distanciando dos discursos defendidos pelo hondurenho Manuel Zelaya, até o golpe de estado que depôs o presidente, em 28 de junho deste ano.
A iniciativa de aumentar o alcance surgiu após três membros do órgão terem visitado recentemente ambas as regiões. O serviço oficial Voz da América é administrado pelo Board of Broadcasting Governors (BBG), que comanda todos os serviços civis de transmissões do governo.
O órgão é composto por oito membros, metade deles democratas e outra parcela republicanos. Indicados pelo presidente dos EUA, os representantes tendem a ter linha conservadora.
Recentemente, 17 jornalistas freelancers latino-americanos do órgão foram enviados a Washington para treinamento. Em dezembro, profissionais de Argentina, Panamá, Haiti e Bolívia também passarão pelo mesmo processo.
Atualmente, a divisão espanhola da Voz conta com 21 funcionários e orçamento avaliado em US$ 3,1 milhões para 2009. A audiência nos países andinos, somados com Cuba, chega a 1,9 milhão de pessoas adultas.
Leia Mais
-






