Sérgio Moro torna jornalista casada com Eduardo Cunha ré na Lava-Jato

O juiz federal Sério Moro aceitou nesta quinta-feira (9/6) denúncia contra Cláudia Cruz, jornalista casada com o presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha, e a tornou réu no processo da operação Lava-Jato.

Atualizado em 09/06/2016 às 14:06, por Redação Portal IMPRENSA.

aceitou nesta quinta-feira (9/6) denúncia contra , jornalista casada com o presidente afastado da Câmara Eduardo Cunha, e a tornou réu no processo da operação Lava-Jato. O entendimento do magistrado é de que ela tinha plena consciência de que estava praticando os crimes de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.

Crédito:Wikimedia commons Jornalista é nova ré da Lava Jato
Segundo o G1, as investigações apontam que Cláudia era a única controladora de uma conta em nome da offshore Köpek, na Suíça, através da qual gastou um montante superior a um milhão de dólares entre 2008 e 2014, valor que é considerado incompatível com salário e patrimônio de seu marido. Cerca de 99,7% desse dinheiro teve origem nas contas Triumph SP (US$ 1.050.000,00), Netherton (US$ 165 mil) e Orion SP (US$ 60 mil), pertencentes a Cunha. O Ministério Público Federal (MPF) concluiu que "por meio da mesma conta Köpek, a acusada também se favoreceu de parte de valores de uma propina de cerca de US$ 1,5 milhão que seu marido recebeu para viabilizar a aquisição, pela Petrobras, de 50% do bloco 4 de um campo de exploração de petróleo na costa do Benin, na África, em 2011". As investigações também mostraram que as contas de Cunha escondidas no exterior eram utilizadas para receber e movimentar propinas.

A denúncia acatada por Moro atingiu também outras três pessoas, que se tornaram réus. São eles Idalécio de Castro Rodrigues de Oliveira, que vai responder por corrupção ativa, o ex-diretor da área internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada, acusado de corrupção passiva, e o lobista João Augusto Rezende Henriques, que vai responder por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção passiva.

O juiz federal também determinou que o Ministério MPF se manifeste sobre a filha de Cunha e Cláudia, Danielle Dyitz Cunha, já que não houve promoção de arquivamento.