Seis jornalistas estão presos na Turquia por cobrir morte de oficial de inteligência
O Sindicato dos Jornalistas da Turquia (TGS) organizou um protesto nesta terça-feira (10/3), em frente ao Tribunal de Istambul, contra a recente onda de detenções e prisões contra jornalistas no país.
Atualizado em 10/03/2020 às 15:03, por
Redação Portal IMPRENSA.
Segundo o sindicato, 28 jornalistas estão presos na Turquia, dos quais oito foram detidos nos últimos 15 dias.
Com uma faixa “Jornalismo não é crime”, os jornalistas chamaram o ministro da Justiça, Abdulhamit Gül, e exigiram a libertação de seus colegas.
Crédito:Bianet
No domingo (8/3), o tribunal turco decidiu prender formalmente o colunista do jornal Yeniçag, Murat Agirel; o editor-gerente do jornal Yeni Yasam, Ferhat Çelik; e o editor-chefe Aydin Keser. Eles foram acusados de violar as leis de inteligência da Turquia por publicar reportagens sobre o funeral de um soldado turco de alto escalão que morreu na Líbia.
Em um caso semelhante, o diretor de notícias da OdaTV, Baris Terkoglu, e outros dois jornalistas, Baris Terkoglu e Hülya Kilinç, foram presos na semana passada por expor a identidade de um oficial de inteligência, após exibir imagens, na terça-feira (3/3), do funeral na província ocidental de Manisa.
Se condenados, os jornalistas podem pegar até nove anos de prisão.
A Turquia começou a enviar tropas para a Líbia em janeiro, em uma tentativa de apoiar o Governo do Acordo Nacional (GNA) reconhecido pela ONU em Trípoli de uma facção rival, o Exército Nacional da Líbia (LNA), que apóia o governo interino do leste da cidade portuária de Tobruk.
"Os jornalistas são detidos com suas casas invadidas; depois, são libertados, apenas para serem presos um dia depois com a mesma alegação. Nestes dias em que a lei é violada, nós - como jornalistas - exigimos justiça”, presidente do sindicato, Istanbul Banu Tuna.
O CPJ (Comitê para Proteção dos Jornalistas) pede que as autoridades turcas libertem todos os jornalistas sob custódia por suas reportagens, e suspenda qualquer acusação contra eles.
“Acusar jornalistas de revelar informações que já foram tornadas públicas não faz sentido. As acusações contra os jornalistas presos devem ser retiradas e eles liberados imediatamente”, diz Gulnoza Said, coordenador do programa Europa e Ásia Central do CPJ, em Nova York.
Com uma faixa “Jornalismo não é crime”, os jornalistas chamaram o ministro da Justiça, Abdulhamit Gül, e exigiram a libertação de seus colegas.
Crédito:Bianet
No domingo (8/3), o tribunal turco decidiu prender formalmente o colunista do jornal Yeniçag, Murat Agirel; o editor-gerente do jornal Yeni Yasam, Ferhat Çelik; e o editor-chefe Aydin Keser. Eles foram acusados de violar as leis de inteligência da Turquia por publicar reportagens sobre o funeral de um soldado turco de alto escalão que morreu na Líbia.
Em um caso semelhante, o diretor de notícias da OdaTV, Baris Terkoglu, e outros dois jornalistas, Baris Terkoglu e Hülya Kilinç, foram presos na semana passada por expor a identidade de um oficial de inteligência, após exibir imagens, na terça-feira (3/3), do funeral na província ocidental de Manisa.
Se condenados, os jornalistas podem pegar até nove anos de prisão.
A Turquia começou a enviar tropas para a Líbia em janeiro, em uma tentativa de apoiar o Governo do Acordo Nacional (GNA) reconhecido pela ONU em Trípoli de uma facção rival, o Exército Nacional da Líbia (LNA), que apóia o governo interino do leste da cidade portuária de Tobruk.
"Os jornalistas são detidos com suas casas invadidas; depois, são libertados, apenas para serem presos um dia depois com a mesma alegação. Nestes dias em que a lei é violada, nós - como jornalistas - exigimos justiça”, presidente do sindicato, Istanbul Banu Tuna.
O CPJ (Comitê para Proteção dos Jornalistas) pede que as autoridades turcas libertem todos os jornalistas sob custódia por suas reportagens, e suspenda qualquer acusação contra eles.
“Acusar jornalistas de revelar informações que já foram tornadas públicas não faz sentido. As acusações contra os jornalistas presos devem ser retiradas e eles liberados imediatamente”, diz Gulnoza Said, coordenador do programa Europa e Ásia Central do CPJ, em Nova York.





