Secretário-geral do PT contesta reportagem da Folha e nega ligação com Daniel Dantas

Secretário-geral do PT contesta reportagem da Folha e nega ligação com Daniel Dantas

Atualizado em 17/07/2008 às 13:07, por Redação Portal IMPRENSA.

Secretário-geral do PT contesta reportagem da Folha e nega ligação com Daniel Dantas

Na edição desta quinta-feira (17), o jornal Folha de S.Paulo publicou na seção "Painel do Leitor", na página A3, uma carta do deputado federal e secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo, rebatendo uma informação do jornal que o ligava ao banqueiro Daniel Dantas, preso pela Polícia Federal na Operação Satiagraha.

A reportagem "Cardozo, do PT, agiu por interesse de Dantas", da jornalista Andrea Michael, publicada na última quarta-feira (16), afirma que uma troca de correspondências entre executivos da empresa de telefonia Brasil Telecom na gestão do banco Opportunity mostra que ele usou "prerrogativas de seu mandato para defender interesses" de Dantas.

A matéria diz que, com o auxílio de executivos da Brasil Telecom, Cardozo, na condição de deputado, solicitou ao Ministério Público Federal, em julho de 2003, que movesse ações contra a troca de controle da Companhia Riograndense de Telecomunicações (CRT).

Na carta de resposta, o parlamentar petista afirmou que em 2003 recebeu "farto material acerca de suposta fraude na venda da Companhia Telefônica do Rio Grande do Sul. Havia declarações de dirigentes de fundos de pensão afirmando que foram pressionados por membros do governo FHC para que concordassem com a compra superfaturada da CRT pela Brasil Telecom. Sugeria-se a existência de corrupção de autoridades".

Segundo Cardozo, após receber a documentação ele foi contatado pelo diretor jurídico da Brasil Telecom, dr. Sami Arap, dizendo que os sócios foram lesados na transação. "Na época ficou evidente para mim o litígio entre os sócios brasileiros e italianos", declarou o secretário-geral do PT.

Como havia indícios de corrupção documentados, ele entrou com duas representações, pedindo a abertura de inquérito civil e criminal. O pedido de inquérito civil foi arquivado. Cardozo explica que discordou do arquivamento "decidido sem nenhuma apuração do fato. Contatei o dr. Sami Arap e disse que iria recorrer. Solicitei, caso tivesse novos elementos, que me fornecesse. Esta deve ter sido a razão do e-mail citado na reportagem".

"A matéria não retrata todas as informações que dei ao jornal, não esclarece que representantes dos fundos afirmaram ter recebido pressões do governo FHC e tenta estabelecer vínculo indevido entre a minha representação e o advogado posteriormente contratado pela Brasil Telecom (fato que desconhecia). A matéria erra ao afirmar que eu usei a prerrogativa de deputado federal para supostamente 'defender os interesses' de terceiros", explicou Cardozo na carta.

Ele reafirmou não ter nenhuma ligação com Daniel Dantas ou com quaisquer de seus interesses empresariais, e disse que considera "a matéria em questão ofensiva à minha honra e à minha imagem".

Com informações do PT

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