"Se a Globo me contratasse, eu faria um programa fantástico", diz Ratinho
"Se a Globo me contratasse, eu faria um programa fantástico", diz Ratinho
Atualizado em 13/09/2010 às 17:09, por
Redação IMPRENSA/Especial TV 60 anos.
| Divulgação |
| Carlos Massa |
"Ele [jornalismo popular] vai continuar existindo porque você não muda a cultura e o modo de viver das pessoas. O Luciano Huck é um popular sofisticado, um caminho que a Globo achou para enfeitar. Se a Globo me contratasse eu faria um programa fantástico. Eu não estou pedindo emprego na Globo porque estou ganhando bem aqui, mas se a Globo contratasse um Ratinho em um programa popular com toda a estrutura que ela tem...", avalia o apresentador à IMPRENSA em entrevista concedida para a edição temática de TV de setembro.
Apesar de acreditar nesse modelo de programa, Ratinho diferencia o popular do sensacionalismo e acha que há um certo exagero na quantidade de notícias ruins veiculadas e na abordagem de alguns assuntos polêmicos. "Eu acho que sensacionalismo é tudo o que chama atenção acima do limite. O caso Bruno, seja feito por nós, seja feito pelo Datena ou pela revista Veja é sensacionalismo. Pra mim esses casos são o sensacionalismo que são praticado por todos os veículos", diz.
Ao longo de sua carreira na televisão, Ratinho se envolveu em diversos casos polêmicos como a cobertura do sequestro de Wellington Camargo, irmão de Zezé de Camargo e Luciano: "Foi um episódio de ignorância e inocência. Pura ignorância de um caboclo macho que acha que é artista", explica. Além desse exemplo, casos de adultérios e histórias consideradas "bizarras" exibidas em seu programa e a entrevista recente com Guilherme de Pádua, assassino da atriz Daniela Perez, geraram duras críticas a Ratinho.
"Ressentimento eu não tenho, eu acho que alguns jornalistas, olhando pra trás, tinham razão em bater. Eu só não admitia quando batiam só em mim e eu via que outros veículos estavam fazendo as mesmas coisas. Esses dias eu entrevistei o Guilherme de Pádua aqui no programa e pronto, um monte de veículo me criticou. A revista Veja fez a mesma coisa que eu nessa semana e eu não vi ninguém bater na revista Veja . É aquele tipo de coisa, esse pode aquele não pode, isso eu não aceito", finaliza.
A edição de setembro de IMPRENSA (nº 260) é temática por conta dos 60 anos de TV no Brasil e todas as matérias tratam sobre o tema. Para folhear a revista .
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