RSF critica posição do governo de Honduras em relação a mortes de jornalistas no país
RSF critica posição do governo de Honduras em relação a mortes de jornalistas no país
Atualizado em 10/01/2011 às 11:01, por
Redação Portal IMPRENSA.
O jornalista Henry Suazo, assassinado em dezembro de 2010 ao sair de casa, foi o décimo profissional de imprensa morto em Honduras no ano passado. A denúncia é feita pela organização não-governamental Repórteres Sem Fronteiras (RSF), que faz um alerta para os casos de mortes envolvendo jornalistas no país latino-americano e que não são devidamente investigados pelas autoridades.
Suazo era correspondente da rádio HRN na cidade de La Ceiba, e também havia trabalhado na emissora local de TV Cablevisión del Atlântico. De acordo com o portal Fátima Missionária, o presidente de Honduras, Porfírio Lobo, atribuiu a morte do jornalista aos casos de criminalidade que assolam o país, e afastou qualquer responsabilidade do governo.
Em , a RSF se diz "indignada" com as declarações feitas pelo ministro da Segurança hondurenho, Armando Calidonio, de que nenhum dos assassinatos de jornalistas no país em 2010 estão relacionadas à profissão das vítimas. Em entrevista à TV local na última segunda (03), Calidonio afirmou que a suspeita "é altamente improvável".
A organização declarou, ainda, que "Honduras nunca agiu de acordo com as regras da Corte Interamericana de Direitos Humanos" no sentido de "proteger os jornalistas da oposição que receberam ameaças". Além disso, destacou outros casos de profissionais que receberam ameaças ou morreram no exercício de sua função em 2010.
Em novembro, o governo hondurenho aceitou, entre outras recomendações da Organização das Nações Unidas (ONU), melhorar a capacidade de investigação de mortes de jornalistas e abusos ocorridos no golpe de junho de 2009. Durante a Revisão Periódica Universal, organizada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, foram apresentadas 129 recomendações sobre direitos humanos, e a questão da violência contra jornalistas em Honduras foi um dos principais pontos.
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Suazo era correspondente da rádio HRN na cidade de La Ceiba, e também havia trabalhado na emissora local de TV Cablevisión del Atlântico. De acordo com o portal Fátima Missionária, o presidente de Honduras, Porfírio Lobo, atribuiu a morte do jornalista aos casos de criminalidade que assolam o país, e afastou qualquer responsabilidade do governo.
Em , a RSF se diz "indignada" com as declarações feitas pelo ministro da Segurança hondurenho, Armando Calidonio, de que nenhum dos assassinatos de jornalistas no país em 2010 estão relacionadas à profissão das vítimas. Em entrevista à TV local na última segunda (03), Calidonio afirmou que a suspeita "é altamente improvável".
A organização declarou, ainda, que "Honduras nunca agiu de acordo com as regras da Corte Interamericana de Direitos Humanos" no sentido de "proteger os jornalistas da oposição que receberam ameaças". Além disso, destacou outros casos de profissionais que receberam ameaças ou morreram no exercício de sua função em 2010.
Em novembro, o governo hondurenho aceitou, entre outras recomendações da Organização das Nações Unidas (ONU), melhorar a capacidade de investigação de mortes de jornalistas e abusos ocorridos no golpe de junho de 2009. Durante a Revisão Periódica Universal, organizada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, foram apresentadas 129 recomendações sobre direitos humanos, e a questão da violência contra jornalistas em Honduras foi um dos principais pontos.
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