Revista Mbaraka, da Fundação Padre Anchieta, se propõe a reunir apreciadores de música clássica
Revista Mbaraka, da Fundação Padre Anchieta, se propõe a reunir apreciadores de música clássica
Atualizado em 20/10/2009 às 17:10, por
Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA.
Revista Mbaraka , da Fundação Padre Anchieta, se propõe a reunir apreciadores de música clássica
Por O revitalizado Museu da Imagem e do Som (MIS), na região dos Jardins, em São Paulo (SP), recebeu, na noite da última segunda-feira (19), o lançamento da revista Mbaraka , uma realização da Fundação Padre Anchieta voltada aos apreciadores do gênero da música clássica e da dança. O nome da publicação vem do guarani e descreve um tipo de chocalho utilizado pelos indígenas.| Reprodução | |
| Capa da revista |
"O público de música clássica é disperso por natureza. A revista vai funcionar como um ponto comum", esclareceu, acrescentando que o da Mbaraka terá função semelhante, diferenciando-se pela factualidade ao apresentar agenda sobre eventos de música erudita. Indagado sobre a necessidade de um projeto que tem como produto final uma revista de R$ 75,00, uma vez que a Internet também é capaz de promover interação, Markun explica que o mercado publicitário ainda não sabe como lidar com a web, daí a necessidade de estabelecer uma arrecadação por meio dos anunciantes via publicação.
Em sua primeira edição, com tiragem de dez mil exemplares distribuídos em livrarias e bancas de jornal próximas às residências de seus potenciais leitores, a Mbaraka conta com o apoio de dois anunciantes diretos e da própria Fundação Padre Anchieta.
Questionado sobre a longevidade do projeto, posto que a publicação depende, sobretudo, da fidelidade de seu público "disperso" - ademais do aporte da Fundação Padre Anchieta - Markun ironiza, antes de admitir que a proposta da Mbaraka , de fato, é arriscada. "Há 22 anos, quando participei do lançamento da revista em que você trabalha (Revista/Portal IMPRENSA) todo mundo me falou a mesma coisa. Mas, de fato, como tudo na vida, ela [ Mbaraka ] é uma aposta". Ainda sobre a viabilidade do projeto, Markun revela que sem a máquina da TV e Rádio Cultura - que veicularão peças sobre a Mbaraka - a revista "jamais" existiria.
A reconhecida dispersão dos prováveis consumidores da revista, segundo sua editora, Gioconda Bordon, também responsável pela coordenação da Rádio da Fundação Padre Anchieta, pode ser amenizada por meio da construção de um perfil a partir dos ouvintes da Rádio Cultura FM, ainda que não de forma absolutamente fidedigna. A revista também conta com João Marcos Coelho como um de seus editores e com o design de João Batista da Costa Aguiar, responsável direto pela disposição gráfica da publicação de 234 páginas, impressa em papel couchê fosco e papel óolen, o que, segundo avalia Markun, é comprovação da qualidade editorial da Mbaraka que acaba por influenciar proporcionalmente seu projeto gráfico.
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