Revista francesa publica suplemento com charge de Maomé um dia após sofrer ataques

A revista francesa de sátiras Charlie Hebdo, que teve seu escritório incendiado depois de publicar uma charge do profeta Maomé, reproduziu odesenho com outras caricaturas em um suplemento especial de quatro páginas, distribuído junto ao jornal diário Liberatión , nesta quinta-feira (3), um dia após o ataque sofrido.

Atualizado em 03/11/2011 às 17:11, por Redação Portal IMPRENSA.

Charlie Hebdo , que teve seu escritório incendiado depois de publicar uma charge do profeta Maomé, reproduziu o desenho com outras caricaturas em um suplemento especial de quatro páginas, distribuído junto ao jornal diário Liberatión , nesta quinta-feira (3), um dia após o ataque sofrido. As informações são do portal .
A publicação, conhecida por sua irreverência frente às questões políticas e figuras religiosas, defendeu, no suplemento, "a liberdade de tirar sarro". Após o bombardeio, a equipe se mudou temporariamente para a sede do Liberatión .
Alguns grupos muçulmanos franceses criticaram o trabalho da Charlie Hebdo , que trazia o desenho de Maomé e estampava "100 chicotadas se você não morrer de rir". Mas também condenaram o ataque ao prédio da revista. "Eu sou extremamente ligado à liberdade de imprensa, mesmo que a imprensa não seja sempre carinhosa com os muçulmanos, o islã ou a Mesquita de Paris", disse o chefe da Mesquita de Paris, Dalil Boubakeur.
"Pensamos que as linhas haviam mudado e que talvez houvesse mais respeito pelo nosso trabalho de sátira, nosso direito de zombar. A liberdade de dar uma boa risada é tão importante quanto a liberdade de expressão", afirmou o editor da Charlie Hebdo , Stephane Charbonnier.
Em uma das caricaturas do suplemento, uma figura parecida com um profeta tenta segurar suas vestes em uma pose que lembra Marilyn Monroe enquanto uma corrente de ar sopra dos jornais Charlie Hebdo embaixo dele. A França tem a maior comunidade muçulmana da Europa, com cerca de cinco milhões, em uma população total de 65 milhões.
Leia mais