Revista feminina mais lida no Chile proíbe uso de editor de imagens na publicação
A revista feminina com maior público no Chile buscou inovar a linha de concepção da publicação. A nova política da Ya prevê a não
Atualizado em 23/04/2014 às 17:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
A revista feminina com maior público no Chile buscou inovar a linha de concepção da publicação. A nova política da Ya prevê a não utilização de Photoshop nas imagens do periódico. Para a editora de revistas do El Mercúrio , Paula Escobar Chavarría, a iniciativa pretende reforçar o compromisso da marca de prestar uma cobertura real sobre os fatos para as mulheres.
Crédito:Reprodução Revista aboliu uso do editor de imagens nas fotos
Em artigo publicado na BBC Brasil, a jornalista ressalta que as páginas de moda e beleza não atendiam aos ideais da revista, que faz uma junção com temas sobre a mulher moderna. “Com frequência, exibiam modelos muito jovens e magras que eram assim de verdade ou, pior, que eram rejuvenescidas ou "perdiam peso" com as técnicas do Photoshop que alguns de nossos fotógrafos externos usavam, apesar de pedirmos para não fazerem isso”, avaliou a executiva.
Com o objetivo de colocar em prática o projeto, a revista começou a pedir modelos com corpos mais saudáveis para que suas fotos não fossem alteradas digitalmente. Entretanto, a ideia não funcionou completamente, “porque muito têm uma visão de estilo e beleza que está ligada aos corpos mais jovens e andróginos. Sua ideia de beleza, por assim dizer, é sem curvas, sem rugas, sem carne ou sem marcas do tempo. Sem humanidade”.
“Foi a nossa maneira de resolver essas contradições entre o discurso a favor da mulher e certas práticas da fotografia de moda e beleza”, completa. Segundo Paula, a principal dificuldade encontrada até o momento é cultural, pois é necessário pensar as reportagens por outra lógica da habitual, “especialmente romper com a ideia de que o corpo mais bonito é magro e jovem. Desconstruir de certa forma a própria ideia do que é belo e dar a ela um novo significado, de acordo com a realidade chilena”, conclui.
Crédito:Reprodução Revista aboliu uso do editor de imagens nas fotos
Em artigo publicado na BBC Brasil, a jornalista ressalta que as páginas de moda e beleza não atendiam aos ideais da revista, que faz uma junção com temas sobre a mulher moderna. “Com frequência, exibiam modelos muito jovens e magras que eram assim de verdade ou, pior, que eram rejuvenescidas ou "perdiam peso" com as técnicas do Photoshop que alguns de nossos fotógrafos externos usavam, apesar de pedirmos para não fazerem isso”, avaliou a executiva.
Com o objetivo de colocar em prática o projeto, a revista começou a pedir modelos com corpos mais saudáveis para que suas fotos não fossem alteradas digitalmente. Entretanto, a ideia não funcionou completamente, “porque muito têm uma visão de estilo e beleza que está ligada aos corpos mais jovens e andróginos. Sua ideia de beleza, por assim dizer, é sem curvas, sem rugas, sem carne ou sem marcas do tempo. Sem humanidade”.
“Foi a nossa maneira de resolver essas contradições entre o discurso a favor da mulher e certas práticas da fotografia de moda e beleza”, completa. Segundo Paula, a principal dificuldade encontrada até o momento é cultural, pois é necessário pensar as reportagens por outra lógica da habitual, “especialmente romper com a ideia de que o corpo mais bonito é magro e jovem. Desconstruir de certa forma a própria ideia do que é belo e dar a ela um novo significado, de acordo com a realidade chilena”, conclui.





