Revista britânica critica "atraso" brasileiro em solucionar crimes cometidos na ditadura
A revista britânica The Economist publicou, na edição desta semana, uma análise sobre o "atraso" brasileiro no julgamento de questões de Direitos Humanos infringidos durante a ditadura militar, informa a BBC Brasil.
Atualizado em 18/11/2011 às 11:11, por
Redação Portal IMPRENSA.
publicou, na edição desta semana, uma análise sobre o "atraso" brasileiro no julgamento de questões de Direitos Humanos infringidos durante a ditadura militar, informa a BBC Brasil.
Após a polêmica sobre a criação da Comissão Nacional da Verdade, que investigará violações dos Direitos Humanos ocorridas de 1946 a 1985, a revista afirma que o Brasil está "atrasado" com relação a países vizinhos, como Argentina e Chile, que também vivenciaram regimes autoritários.
Na Argentina, "militares começaram a ser julgados logo após o colapso do regime, em 1983", de acordo com a reportagem. "A Suprema Corte do Chile decidiu, em 2004, que os 'desaparecimentos' não eram passíveis de anistia", explica o texto.
Os analistas ouvidos pela Economist apontaram algumas razões para o referido "atraso". Uma delas foi a lenta transição para um regime democrático. Outra refere-se a "uma amnésia coletiva" da qual a população "sofre". Por fim, a matéria argumenta que a repressão ainda se faz presente na sociedade. "A repressão continua, só que agora a violência se concentra mais na polícia, e não no Exército".
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Após a polêmica sobre a criação da Comissão Nacional da Verdade, que investigará violações dos Direitos Humanos ocorridas de 1946 a 1985, a revista afirma que o Brasil está "atrasado" com relação a países vizinhos, como Argentina e Chile, que também vivenciaram regimes autoritários.
Na Argentina, "militares começaram a ser julgados logo após o colapso do regime, em 1983", de acordo com a reportagem. "A Suprema Corte do Chile decidiu, em 2004, que os 'desaparecimentos' não eram passíveis de anistia", explica o texto.
Os analistas ouvidos pela Economist apontaram algumas razões para o referido "atraso". Uma delas foi a lenta transição para um regime democrático. Outra refere-se a "uma amnésia coletiva" da qual a população "sofre". Por fim, a matéria argumenta que a repressão ainda se faz presente na sociedade. "A repressão continua, só que agora a violência se concentra mais na polícia, e não no Exército".
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