Reunindo órgãos de imprensa de 12 países latino-americanos, projeto Centinela Covid-19 completa um mês de cobertura da pandemia
Agência de jornalismo investigativo, a Pública é a única representante brasileira do Centinela Covid-19, projeto colaborativo que surgiu um mês atrás, com o intuito de cobrir a pandemia do novo coronavírus na América Latina.
Atualizado em 24/04/2020 às 11:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
Reunindo órgãos de imprensa de 12 países latino-americanos, o Centinela Covid-19 também conta com reportagens da Univision Notícias, dos Estados Unidos.
Financiado pela Oxfam e pelo Pulitzer Center on Crisis Reporting, o projeto é coordenado pelo Centro Latinoamericano de Investigación Periodística (CLIP), organização que cobre de forma colaborativa "práticas privadas ilegais ou abusivas", que "limitam o crescimento econômico, degradam os processos democráticos, promovem a exclusão social e alimentam a violência na América Latina". O projeto Centinela Covid-19 também conta com a participação das seguintes agências jornalísticas: Chequeado (Argentina), El Deber (Bolívia), El Espectador e La Liga contra el Silencio (Colômbia), La Voz de Guanacaste (Costa Rica), Ciper (Chile), GK (Equador), El Faro (El Salvador), No Ficción (Guatemala), Quinto Elemento Lab (México), El Surtidor (Paraguai) e IDL-Reporteros (Peru).
As reportagens vêm focando três linhas de investigação (impactos sociais, desinformação e compras públicas de insumos médicos). O projeto não tem prazo para acabar.
Nesta sexta (24), a reportagem "Paraguay pierde en la lucha mundial por respirar" foi destacada na home do projeto.
De autoria dos jornalistas Jazmín Acuña e Romina Cáceres, do paraguaio El Surtidor, o texto narra as dificuldades de países do porte do Paraguai (por volta de 7 milhões de habitantes) em conseguir comprar no mercado internacional, em plena pandemia, respiradores.
Segundo a matéria, o país precisa de mil desses equipamentos, mas só conseguiu 100.





