. O trabalho deles começou a ser publicado neste domingo, 3 de outubro, em veículos de comunicação de diferentes partes do mundo.
No Brasil fizeram parte da apuração quatro veículos jornalísticos: site Poder360, revista Piauí, agência Pública e portal Metrópoles. Somente no Poder360 foram mobilizados 7 jornalistas para cuidar do projeto.
As reportagens são fruto de uma investigação realizada em sigilo com base em mais de 11,9 milhões de documentos. O material revela como políticos, empresários, esportistas e celebridades usam paraísos fiscais e empresas offshore para driblar o pagamento de impostos. Crédito:Reprodução
Entre as personalidades brasileiras envolvidas no vazamento estão o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Segundo as investigações, ambos têm empresas em paraísos fiscais e mantiveram os empreendimentos depois de terem entrado para o governo do presidente Jair Bolsonaro, no início de 2019.
O caso levou parlamentares da oposição a protocolarem pedidos de investigação por improbidade administrativa. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), por exemplo, apresentou notícia-crime pedindo à Procuradoria-Geral da República que abra investigação preliminar para apurar a denúncia.
Randolfe também aponta no caso conflito de interesses e a violação ao Código de Conduta da Alta Administração Federal.
Por nota, Paulo Guedes afirmou que sua empresa offshore revelada pela Pandora Papers foi declarada à Receita Federal, à Comissão de Ética Pública e aos demais órgãos competentes.
ICIJ
Iniciado há um ano, o trabalho de apuração do Pandora Papers foi coordenado pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), entidade sem fins lucrativos baseada em Washington DC, nos EUA.
Uma das dificuldades enfrentadas pelos jornalistas foi desvendar documentos em diversos idiomas e formatos de difícil leitura.
Além da Pandora Papers, outras investigações jornalísticas coletivas sobre megavazamentos de dados foram realizadas recentemente, incluindo o FinCen Files, o Paradise Papers, o Panamá Papers e o LuxLeaks.
Todos esses vazamentos têm ajudado a revelar o mundo das finanças offshore e os segredos financeiros de algumas das pessoas mais ricas do mundo.
Embora empresas offshore sejam um mecanismo que pode ser usado por pessoas físicas ou jurídicas para investimentos e compra de bens, elas também são usadas para ocultar recursos de origem ilícita ou para evitar a cobrança de impostos.
No Brasil fizeram parte da apuração quatro veículos jornalísticos: site Poder360, revista Piauí, agência Pública e portal Metrópoles. Somente no Poder360 foram mobilizados 7 jornalistas para cuidar do projeto.
As reportagens são fruto de uma investigação realizada em sigilo com base em mais de 11,9 milhões de documentos. O material revela como políticos, empresários, esportistas e celebridades usam paraísos fiscais e empresas offshore para driblar o pagamento de impostos. Crédito:Reprodução
Entre as personalidades brasileiras envolvidas no vazamento estão o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto. Segundo as investigações, ambos têm empresas em paraísos fiscais e mantiveram os empreendimentos depois de terem entrado para o governo do presidente Jair Bolsonaro, no início de 2019.
O caso levou parlamentares da oposição a protocolarem pedidos de investigação por improbidade administrativa. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), por exemplo, apresentou notícia-crime pedindo à Procuradoria-Geral da República que abra investigação preliminar para apurar a denúncia.
Randolfe também aponta no caso conflito de interesses e a violação ao Código de Conduta da Alta Administração Federal.
Por nota, Paulo Guedes afirmou que sua empresa offshore revelada pela Pandora Papers foi declarada à Receita Federal, à Comissão de Ética Pública e aos demais órgãos competentes.
ICIJ
Iniciado há um ano, o trabalho de apuração do Pandora Papers foi coordenado pelo Consórcio Internacional de Jornalistas Investigativos (ICIJ, na sigla em inglês), entidade sem fins lucrativos baseada em Washington DC, nos EUA.
Uma das dificuldades enfrentadas pelos jornalistas foi desvendar documentos em diversos idiomas e formatos de difícil leitura.
Além da Pandora Papers, outras investigações jornalísticas coletivas sobre megavazamentos de dados foram realizadas recentemente, incluindo o FinCen Files, o Paradise Papers, o Panamá Papers e o LuxLeaks.
Todos esses vazamentos têm ajudado a revelar o mundo das finanças offshore e os segredos financeiros de algumas das pessoas mais ricas do mundo.
Embora empresas offshore sejam um mecanismo que pode ser usado por pessoas físicas ou jurídicas para investimentos e compra de bens, elas também são usadas para ocultar recursos de origem ilícita ou para evitar a cobrança de impostos.

