Repórter do jornal "O Dia" é agredida por mãe de dançarino morto no RJ
Editor-executivo do jornal criticou agressão contra a repórter.
Atualizado em 29/04/2014 às 16:04, por
Redação Portal IMPRENSA.
Na última segunda-feira (28/4), a jornalista Maria Inez Magalhães, do jornal O Dia , foi agredida pela enfermeira Maria de Fátima da Silva Pereira, mãe de Douglas Rafael da Silva Pereira, conhecido como DG, durante passeata na Praia de Copacabana, em homenagem ao jovem.
Crédito:Reprodução/Facebook Jornalista (foto) foi agredida pela mãe de DG
O dançarino do "Esquenta!", da Rede Globo, foi morto no último dia 22 de abril durante confronto entre policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da favela e traficantes. Aproximadamente 200 pessoas compareceram à passeata, que também pedia paz na comunidade.
Segundo a publicação, moradores da região hostilizaram a imprensa e expulsaram a repórter. “Não quero falar sobre isso, me dá licença”, gritou Maria de Fátima, empurrando a profissional, após ser perguntada se estava acompanhando as investigações sobre o caso do filho.
“Sai daqui”, continuou ela. Os manifestantes foram em direção a Maria Inez aos gritos. “Você não é gente, você é lixo, você não é bem-vinda aqui. Tem que respeitar. Fora, fora, fora”, disseram. A equipe da Rede Globo, onde DG trabalhava, e a TV Bandeirantes também foram atacadas. A repórter foi retirada do local com o auxílio de jornalistas que acompanhavam a manifestação.
Resposta do jornal
O editor-executivo do jornal, Alexandre Medeiros, divulgou nota no site da publicação para criticar a agressão contra a repórter. "Não há justificativa para a agressão sofrida ontem pela repórter Maria Inez Magalhães, em pleno exercício de sua profissão. Ela estava identificada, tinha às mãos apenas bloco, caneta e um celular", escreveu.
Medeiros ponderou que o jornal se solidariza com a dor da família, que entende a tensão enfrentada nos últimos dias, porém rejeita qualquer tipo de violência contra seus profissionais e qualquer outro órgão de imprensa.
O editor ressaltou que os profissionais vão para as ruas todos os dias para levar aos leitores um jornal de equilíbrio nas matérias, dando voz a todos os envolvidos. "Esse é o jornalismo que o leitor espera de um jornal independente. Por isso não aceitamos a agressão. Ela não faz parte do debate, não ajuda a esclarecer nada, não edifica", completou.
Crédito:Reprodução/Facebook Jornalista (foto) foi agredida pela mãe de DG
O dançarino do "Esquenta!", da Rede Globo, foi morto no último dia 22 de abril durante confronto entre policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da favela e traficantes. Aproximadamente 200 pessoas compareceram à passeata, que também pedia paz na comunidade.
Segundo a publicação, moradores da região hostilizaram a imprensa e expulsaram a repórter. “Não quero falar sobre isso, me dá licença”, gritou Maria de Fátima, empurrando a profissional, após ser perguntada se estava acompanhando as investigações sobre o caso do filho.
“Sai daqui”, continuou ela. Os manifestantes foram em direção a Maria Inez aos gritos. “Você não é gente, você é lixo, você não é bem-vinda aqui. Tem que respeitar. Fora, fora, fora”, disseram. A equipe da Rede Globo, onde DG trabalhava, e a TV Bandeirantes também foram atacadas. A repórter foi retirada do local com o auxílio de jornalistas que acompanhavam a manifestação.
Resposta do jornal
O editor-executivo do jornal, Alexandre Medeiros, divulgou nota no site da publicação para criticar a agressão contra a repórter. "Não há justificativa para a agressão sofrida ontem pela repórter Maria Inez Magalhães, em pleno exercício de sua profissão. Ela estava identificada, tinha às mãos apenas bloco, caneta e um celular", escreveu.
Medeiros ponderou que o jornal se solidariza com a dor da família, que entende a tensão enfrentada nos últimos dias, porém rejeita qualquer tipo de violência contra seus profissionais e qualquer outro órgão de imprensa.
O editor ressaltou que os profissionais vão para as ruas todos os dias para levar aos leitores um jornal de equilíbrio nas matérias, dando voz a todos os envolvidos. "Esse é o jornalismo que o leitor espera de um jornal independente. Por isso não aceitamos a agressão. Ela não faz parte do debate, não ajuda a esclarecer nada, não edifica", completou.





