Repórter do "Diário MS" é agredida por estudantes acampados na Câmara
Thalyta Andrade, repórter do Diário MS, foi agredida na tarde desta terça-feira (30/7) por manifestantes que ocuparam a Câmara de Dourados desde o dia 4 deste mês.
Segundo a jornalista, a agressão ocorreu quando já deixava o Palácio Jaguaribe. “Eu me dirigia ao carro quando fui abordada. A menina que eu entrevistei no plenarinho, chamada Caroline, me chamou, pediu para eu repetir o que tinha anotado de falas dela novamente e disse que a imprensa estava sendo muito incoerente e por isso eles tinham que tomar cuidado”, relatou. “Ela estava acompanhada por três pessoas e enquanto eu respondia a outra, a que entrevistei tomou a folha”, completou a jornalista.
De acordo com o Correio do Estado , a jornalista disse que as agressoras argumentaram possuir o direito de praticar o ato, para que a entrevista não fosse publicada. A agressão à liberdade de imprensa foi testemunhada por profissionais de outras mídias que também trabalhavam na cobertura da reunião.
Thalyta contou que a atitude das agressoras foi inesperada. “Fiquei estarrecida e nem tive reação. Estou indignada”, disse. A repórter procurou o 1º Distrito Policial e foi orientada a retornar hoje para o registro de um B.O (Boletim de Ocorrência) junto ao 2º DP, que tem como titular a delegada Magali Leite Cordeiro, que já investiga dano ao patrimônio público causado pelos manifestantes.
A repórter informou que antes da agressão, quando ainda estava dentro da Câmara, ouviu integrantes do MPPL se referirem ao Diário MS como mentiroso. “Já tinha sido hostilizada antes, mas nunca pensei que chegaria a este tipo de situação”, contou a jornalista, que acompanha desde o início a ocupação da sede do Legislativo. Ela explicou que a hostilidade teve início a partir de uma matéria assinada sob o título “Ocupação da Câmara vira ‘Big Brother’”, publicada no dia 18 deste mês.
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